MARLEY MENDONÇA ALVES

sábado, 14 de março de 2015

PALESTRA DO Prof.Dr MARLEY MENDONÇA SOBRE POLITICAS DE EDUCAÇÃO VISTO, OUVIDO E LIDO

RESUMO
Não é necessário buscar respostas ou conceitos para a filosofia, mas mostrar as questões filosóficas, políticas e sociais da Saúde Publica no Distrito Federal, as quais são tarefas governamentais e não-governamentais. A Saúde Pública no Distrito Federal é um modelo interessante no contexto político brasileiro e a discussão sobre este modelo coloca em evidência as políticas neoliberal e progressista. Vem à luz a filosofia educacional da Saúde Publica de diferentes caminhos políticos e a resposta social. Este trabalho visa encontrar respostas do que se pode fazer por meio da filosofia e das políticas voltadas para as necessidades humanas, todavia não se apontarão as resoluções dos problemas levantados. A pesquisa bibliográfica caminha por diferentes idéias, deixando a imaginação e os pensamentos tomarem corpo e conclusão de programas  de Saúde Publica e atos voltadas para o bem-comum.


















A filosofia possui diferentes conceituações desde o seu aparecimento, há 2600 anos. A filosofia vem sendo indagada e definida de diferentes formas e em diferentes épocas. Ela é múltipla, controversa e inquieta; não cabe em um ponto final, apontando para aquilo que a faz possível: o pensamento.
O pensamento confere à vida qualquer atividade filosófica. Pensar para a resolução de problemas torna-se evasivo, diante da situação quando não se encontra a solução. Filosofar, antes de tudo, é um ato de reflexão.
Pensamentos estruturados são mais bem aproveitados se relacionados às experiências oriundas de situações que exigem raciocínio lógico.
Amigos da sabedoria, assim eram conhecidos os filósofos na Antigüidade. Foram os primeiros educadores e a preocupação era cultivar a excelência do pensar.
Segundo Aristóteles, os anciões mantinham os conhecimentos, pois a eles era devotado o respeito pelos anos e anos vividos, cujas experiências adquiridas eram repassadas para os mais novos. 
Os pensadores gregos como Sócrates, Platão e Hipócrates, entre outros, deixaram um legado muito importante na arte de pensar. A abordagem dos pensamentos lógicos advém da explicação e compreensão do sentido das coisas e de todos os objetos da experiência.
Para a experiência do pensar, mais importante do que o conteúdo do pensar é a relação que se estabelece com este conteúdo. Esta relação não se caracteriza pela apropriação, mas pela possibilidade de formação e transformação do que se é        (LARROSA, 1996). A filosofia enquanto experiência atravessa a vida de quem a pratica, transformando-a, abrindo o pensar a si mesmo e, assim, ao novo (KOHAN, 2000). A experiência do pensar filosófico tem sempre, portanto, uma dimensão de incerteza: provoca a abertura ao desconhecido.
Atualmente, a Filosofia soma um acúmulo de reflexões sobre os fundamentos da investigação, do raciocínio, dos conceitos, das questões éticas, estéticas, sociais e políticas. Essa fonte de reflexão deu origem a inúmeras ciências e continuam atuantes nelas por meio da filosofia das ciências, bem como propondo novos paradigmas para se pensar a realidade. 
A filosofia da educação tem ainda outro enfoque: o epistemológico, ou seja, instaurar discussões sobre questões que envolvam os processos de produção, sistematização e transmissão dos conhecimentos presentes no processo específico da educação.


Ao se pretender investigar a Saúde Publica pela via filosófica, é necessário, primeiramente, que este caminho seja familiar ao pesquisador, enquadrando-se nos limites de sua experiência. Sem prévia noção da Filosofia Geral, por seus métodos e funções, não é possível alcançar, pela compreensão, a Filosofia Sanitarista, pois enquanto aquela é gênero, esta é espécie, e tudo quanto se predica à primeira, está-se, igualmente, predicando à segunda. A cultura da Filosofia Sanitarista brasileira somente prospera no espírito afeito à reflexão e aberta aos grandes temas que envolvem a natureza e o homem.
Se for verdade que a condição de filósofo não se adquire por título universitário, mas pela constância do pensamento dialético, também é certo que somente atinge a situação do filósofo sanitarista o profissional que exercita, como hábito, a atitude filosófica. É que a cultura superior da saúde pública não se forma com o simples acúmulo de informações que os tratados apresentam; ela é, ao mesmo tempo, saber sanitário organizado e aptidão para alcançar a verdade.
O acervo de conhecimento da Filosofia como visão universal da realidade e da saúde pública inscreve-se no quadro de uma ontologia regional. Um sistema filosófico, para ser abrangente, há de se considerar temas de natureza humana básicos, como o os problemas de convivência, habitação, etc. Assim, consagrados filósofos, como Platão, Aristóteles, Tomas de Aquino, Kant e Hegel, trouxeram valiosas contribuições à filosofia de convivência humana e à sua natureza.

2.1 Graus do Conhecimento
A priori, é fundamental a formação da cultura e da aptidão que o homem possui de conhecer e que o exerce por meio da discriminação da faculdade de distinguir e relacionar as coisas. Estas podem ser assimiladas pela mente, em processo de cognição, por seus traços mais elementares de entendimento, por seus caracteres gerais ou ainda por seus fundamentos e implicações com outros objetos e fenômenos.  O saber comporta, pois, diversos níveis, os quais variam conforme o grau de relação que se faz entre o objeto do conhecimento e outros fenômenos.
O conhecimento vulgar, ou simples ato de viver, proporciona ao homem algumas noções fundamentais sobre as coisas. Ao verificar os fatos da natureza e os atos humanos, ao conviver ou utilizar-se dos meios de comunicação, ele recebe um complexo de informações ligados às múltiplas áreas do saber.
O conhecimento científico, ou mais amplo que o saber vulgar e menos abrangente que o filosófico, consiste na apreensão mental das coisas por suas causas ou razoes, por intermédio de métodos especiais de investigação. Ele se ocupa de acontecimentos, isolados, mas supõe a visão ampla de uma determinada área do saber e, ao contrário do conhecimento vulgar, é reflexivo.
O conhecimento filosófico representa um grau a mais em abstração e generalidade. O espírito humano não se satisfaz, em um plano de existência, com as explicações parciais dadas pelas diversas ciências isoladas. Os fenômenos científicos não se dispõem em compartimentos incomunicáveis, estranhos entre si, e por isso o homem quer descobrir a harmonia, a concatenação lógica, os nexos de adaptação e de complementação que governam a trama do real. Visando estabelecer princípios e conclusões, ele toma por base de análise a universalidade dos fatos e dos fenômenos e, com fundamental importância, a  própria vida humana. Este objetivo é alcançado por intermédio do saber filosófico.


Segundo Warburton (1998), ao explicar o que é filosofia, este diz que é uma questão notoriamente difícil. Uma das formas mais fáceis de responder é dizer que a filosofia é aquilo que os filósofos fazem, indicando, de seguida, os textos de Platão, Aristóteles, Descartes, Hume, Kant, Russell, Wittgenstein, Sartre e outros filósofos famosos. Contudo, é improvável que esta resposta possa ser realmente útil se o leitor começou agora o seu estudo da filosofia, uma vez que, nesse caso, não terá provavelmente lido nada desses autores. Mas mesmo que já tenha lido alguma coisa, pode mesmo assim ser difícil dizer o que eles têm em comum, se é que existe realmente uma característica relevante partilhada por todos. Outra forma de abordar a questão é indicar que a palavra “filosofia” deriva da palavra grega que significa “amor da sabedoria”. Contudo, isso é muito vago e ainda ajuda menos do que dizer apenas que a filosofia é aquilo que os filósofos fazem.       
Precisa-se, por isso, de alguns comentários gerais sobre o que seja a filosofia. Ela é uma atividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas, ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. A palavra “filosofia” é muitas vezes usada em um sentido muito mais lato do que este, para referir uma perspectiva geral da vida ou para referir algumas formas de misticismo. O objetivo é lançar alguma luz sobre algumas áreas centrais de discussão da tradição, que começou com os gregos antigos e que prosperou no século XX, sobretudo na Europa e na América.
Desde os tempos de Sócrates, época em que surgiram muitos filósofos importantes, a história da filosofia é, em si mesma, um assunto fascinante e importante; muitos textos filosóficos clássicos são também grandes obras de literatura: os Diálogos socráticos de Platão, as Meditações de Descartes, a Investigação sobre o Entendimento Humano de David Hume e Assim Falava Zaratustra, de Nietzsche, para citar alguns magníficos exemplos de boa prosa, sejam quais forem os padrões que se use.
A busca da verdade e da contemplação da realidade: eis aí o objetivo do filósofo. Ademais, aqueles que, em nome de um ideal, não classificaram todos os prazeres como idênticos em seu valor, tendo chegado a experimentar o prazer de filosofar, consideraram essa experiência como superior, em qualidade, a qualquer outra.
A filosofia tem exercido uma admirável influência indireta até mesmo sobre a vida de gente que nunca ouviu falar nela. Indiretamente, tem sido destilada por meio de sermões, da literatura, dos jornais e da tradição oral, afetando, assim, toda a perspectiva geral do mundo. Em grande parte, foi por meio de sua influência que se fez da religião cristã o que ela é hoje. Deve-se, originariamente, a filósofos as idéias que desempenharam papel fundamental para o pensamento em geral, mesmo em seu aspecto popular como, por exemplo, a concepção de que nenhum homem pode ser tratado apenas como um meio ou a de que o estabelecimento de um governo depende do consentimento dos governados. No âmbito da política, a influência das concepções filosóficas tem sido expressiva.
Nesse sentido, a Constituição norte-americana é, em grande parte, uma aplicação das idéias do filósofo John Locke; ela apenas substitui o monarca hereditário por um presidente. Similarmente, admite-se que as idéias de Rousseau tenham sido decisivas para a Revolução Francesa de 1789. É inegável que a influência da filosofia sobre a política pode às vezes ser nefasta: os filósofos alemães do século XIX podem ser parcialmente responsabilizados pelo desenvolvimento de um nacionalismo exacerbado que, posteriormente, veio a assumir formas bastante deturpadas. Entretanto, não resta dúvida de que essa responsabilidade tem sido freqüentemente muito exagerada, sendo difícil determiná-la exatamente, o que se deve ao fato de terem aqueles filósofos sido obscuros.
Contudo, se uma filosofia de má qualidade pode exercer influência nefasta sobre a política, com as filosofias de boa qualidade pode ocorrer o contrário. Não há meios de impedir tais influências, sendo, portanto, extremamente oportuno que se dedique especial atenção à filosofia, com o intuito de constatar se as concepções que exerceram alguma influência foram mais positivas do que nefastas. O mundo teria sido poupado de muitos horrores se os alemães tivessem sido influenciados por uma filosofia melhor que a dos nazistas.
Torna-se, portanto, imperativo abandonar a afirmação de que a filosofia é destituída de valor, mesmo com respeito à riqueza material. Uma boa filosofia, ao influenciar favoravelmente a política, pode gerar uma prosperidade incapaz de ser alcançada sob a égide de uma filosofia inferior. Outrossim, o expressivo desenvolvimento da ciência, com seus conseqüentes benefícios de ordem prática, muito dependem de seu fundamento filosófico. Houve mesmo quem a tenha chegado a afirmar. A própria perspectiva científica, em grande parte, foi introduzida inicialmente pelos filósofos.


3.2 A Filosofia e a Ciências
As grandes filosofias do passado consistiram parcialmente numa investigação dos conceitos fundamentais do pensamento, em tentativas de estabelecer fatos alegadamente distintos daqueles com os quais lidava a ciência, mediante métodos bastante diferentes dos científicos. Elas comumente foram influenciadas mais do que parece, pelo estado contemporâneo da ciência, mas, sem dúvida, seria muito enganador descrevê-las essencialmente como uma síntese dos resultados da ciência. Mesmo filósofos antimetafísicos, como Hume, estiveram mais voltados para os pressupostos da ciência do que para os seus resultados.
Tampouco deve-se admitir sem reservas, como uma verdade da filosofa, o resultado ou suposição científica válido em sua própria esfera. Sabe-se, por exemplo, que a física contemporânea parece ter mostrado que o tempo da física é inseparável do espaço, o que de modo algum autoriza a se renunciar esse resultado como um princípio filosófico pelo qual o tempo pressuporia o espaço. Pode ocorrer, pois, que o resultado em questão seja verdadeiro apenas com relação ao tempo da física, e isso apenas porque o tempo da física é medido em termos de espaço. Por conseguinte, não precisa ser verdadeiro com relação ao tempo da experiência própria, do qual o tempo da física é uma abstração ou construção. A ciência pode progredir por meio de ficções metodológicas usando termos, num sentido invulgar, que a filosofia tem de corrigir. O termo filosofia da ciência é usualmente aplicado ao ramo da lógica, que lida de maneira especializada com os métodos das diversas ciências.
A não ser quando se aplica à matemática, toda a ciência utiliza processos de generalização empírica, mas a filosofia reserva a tal método um lugar muito modesto. Por outro lado, a tentativa de assimilar a filosofia à matemática, embora muito freqüente, não tem sido bem-sucedida. Particularmente, parece humanamente impossível que os filósofos possam alcançar a certeza e a clareza que caracterizam a matemática.
Desse modo, é impossível encontrar uma analogia adequada entre os métodos da filosofia e os de qualquer outra ciência. É igualmente impossível definir de modo preciso qual é o método da filosofia, a não ser limitando de forma grotesca o seu objeto. A filosofia não emprega um método único, mas uma variedade de métodos que diferem de acordo com o objeto ao qual são aplicados. No passado, ela freqüentemente conduziu a uma limitação equivocada do escopo da filosofia, excluindo tudo aquilo que não se sujeitasse ao controle de determinado método escolhido como caracteristicamente filosófico.
 A filosofia requer grande variedade de métodos, pois deve abranger em sua interpretação todo tipo de experiência humana. Não obstante, ela está longe de ser meramente empírica, pois, tanto quanto possível, tem a tarefa de apresentar uma imagem coerente dessas experiências e a partir delas deduzir o que pode ser inferido de uma realidade distinta da experiência humana. No que se refere à teoria do conhecimento, deve a filosofia submeter a uma crítica construtiva todas as modalidades de pensamento; contudo, deve-se reservar um lugar nessa visão para qualquer modo de pensar que se apresente como auto justificado no que há de melhor nas reflexões comuns, e não filosóficas, e não rejeitá-lo por diferir dos outros. Os critérios filosóficos são, em linhas gerais, a coerência e a abrangência; o filósofo deve propor a apresentação de uma visão coerente e sistemática da experiência humana e do mundo, tão esclarecedora quanto o permita a natureza dos casos investigados, mas não deve buscar coerência à custa de rejeitar aquilo que de direito é conhecimento real ou crença justificada. Uma séria objeção a uma filosofia consiste na acusação de que ela sustenta algo em que não se pode acreditar na vida cotidiana. Essa objeção poderia ser feita a uma filosofia que logicamente conduzisse, como algumas, à conclusão de que não há um mundo físico, ou de que todas as crenças, científicas ou éticas, carecem de qualquer justificação.
Ao criar modelos de comportamento social, à luz dos valores de conservação, habitação, redes sanitárias de esgotos e regras para o bem-comum, a saúde pública torna possível a convivência e participa, por sua importância e como área definida do saber, na ordem geral das coisas. A sua compreensão precisa ser alcançada na visão universal dos fatos e dos fenômenos.
Há, pois, um papel relevante a ser cumprido pela filosofia na esfera sanitarista. Como produto da experiência, a Saúde Pública, em sua concreção fática, pode adotar diferentes ideologias e assumir variados modelos. Os diferentes projetos de Saúde Pública não são alheios às corrente de pensamento: pressupõe sempre uma opção ideológica, uma interpretação objetiva da realidade, tal a importância desse campo do pensamento, que não consegue chegar a um projeto sem a reflexão filosófica. O projeto de saúde publica, por influenciar a vida humana, deve ser estudado paralelamente à analise do homem, e as suas formulações devem desenvolver projetos homogêneos de existência.


A definição de educação, segundo os lingüistas brasileiros – “ação e efeito de educar, de desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança e em geral, do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino” (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, MEC, 1976) –, é uma definição de Educação. Tem-se também a definição do Pequeno Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa (HOLLANDA, 1971), que assim diz:
“Ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações mais jovens para adaptá-las á vida social; trabalho sistematizado, seletivo, orientador, pelo   qual  nos ajustamos á vida de acordo com as necessidades idéias  e propósitos dominantes, ato ou efeito de educar; aperfeiçoamento integral de todas as faculdades  humanas, polidez, cortesia”.
 Segundo a legislação brasileira, no art. 1º da Lei nº 5.692, de 1º de agosto de 1971,  “o ensino de 1º e 2º grau tem por objetivo geral proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, preparação para o trabalho e para o exercício de consciente de cidadania”.
O ideal para a cultura grega é o saber que busca no homem livre o seu mais pleno desenvolvimento e uma plena participação na vida da “polis”, a qual se tinha em mente quando se pensava em educação. De tudo o que pode ser feito e transformado, nada é para o grego uma obra de arte tão perfeita quanto o homem educado. As “estruturas” da história ganham contornos mais claros de capacidade de mudança, (WILSON, 1998) considerada a estratégia, para a vida das pessoas e da sociedade, como conhecimento, segundo Sanders (1998). É importante, ademais, que a população possa acompanhar o processo da ciência, tanto para saber das novidades no mundo científico e tecnológico, quando para exercer o devido controle emocional e democrático.
Segundo Picard (1997), seguindo a tese que não se pode aprender sem envolvimento emocional, somente haverá aprendizagem quando se souber manejar a emoção.
Todavia, segundo Tapscott (1998), está-se aprendendo de verdade e abandonando o instrucionismo, usando as máquinas como instrumentação, sobretudo de acesso informático, construindo ambientes em rede, dotado de profundidade notória em termos de aprendizagem, porque exigem pesquisa e elaboração própria, encontrando no professor a orientação e a avaliação.
Os textos conceituais sobre educação não refletem a realidade educacional e política do Brasil.  O regime político e os modelos socioeconômicos impostos ao povo brasileiro produziram danos marcantes na qualidade do ensino das escolas.
Na década de 80, as crises econômicas trouxeram ao Brasil momentos de grande sofrimento para a educação brasileira. A política educacional e as redefinições do papel do Estado tiveram, nos anos 90, características peculiares a este período histórico, já que inúmeras têm sido as transformações na produção da vida material objetiva e subjetiva nesta fase particular do capitalismo, em função das mudanças que estão ocorrendo na esfera da produção, do mercado e do Estado. Esses são processos distintos, mas que fazem parte de um mesmo movimento histórico, em que o capitalismo, na tentativa de superar sua crise, estabeleceu como estratégias principais o neoliberalismo, a globalização e a reestruturação produtiva.
O conceito de Estado é o dos Estados históricos, concretos, de classe e, nesse sentido, Estado máximo para o capital, já que, no processo de correlação de forças em curso, é o capital que detém a hegemonia.
A premissa da redefinição do papel do Estado está baseada nos estudos de Chesnais (1996; 1987), Harvey (1989) e Mészáros (1981). 
Tavares (1993) dá mais alguns elementos do contexto da crise: as políticas de ajuste ocorridas na década de 80, depois da crise da dívida externa em 1982, fazem parte de um movimento de ajuste global que se inicia com a crise do padrão monetário internacional e os choques do petróleo da década de 70, ao lado do processo simultâneo de reordenamento das relações entre o centro hegemônico do capitalismo e os demais países do mundo capitalista. Passa também por uma derrota política do chamado socialismo real e desemboca numa generalização das políticas neoliberais em todos os países periféricos, começando pela América Latina, passando pela África e estendendo-se no Leste Europeu e nos países que surgiram com a desintegração da União Soviética, com a intensificação do controle de trabalho, assim como a aceleração do tempo de giro do capital e as fusões.
O capitalismo vive, nesse período, uma crise estrutural e, por isso, as contradições estão mais acirradas. Nesse contexto, verifica-se que a ofensiva neoliberal, a qual se caracteriza justamente como uma estratégia para superação desta crise. Utiliza-se, em larga escala, de uma ideologia para construir a ambiência cultural necessária para este período particular do capitalismo, camuflado de pós-capitalismo. A lógica do pensamento neoliberal está na tensão entre a liberdade individual e a democracia. Para Hayek (1984), a maximização da liberdade está em se proteger o sistema de mercado, necessário e suficiente para a existência da liberdade individual.
Assim, o mercado deve ser protegido contra o Estado e também da tirania das maiorias.  Para a teoria política neoliberal, o cidadão, por intermédio do voto, decide sobre bens que não são seus, gerando conflitos com os proprietários, pois este sistema consiste-se em uma forma de distribuição de renda.
Hayek (1984) denuncia que a democracia faz um verdadeiro saque à propriedade alheia. Portanto, como em muitos casos não se pode suprimir, totalmente, a democracia, o esforço se dá no sentido de esvaziar seu poder.
Para Buchanan, Mccormick & Tollison (1984), a democracia e as regulações sobre o Estado são prejudiciais ao livre andamento do mercado, por isso, é preciso estabelecer limites constitucionais contra as instituições democráticas vigentes. Por nova ambiência cultural entende-se a produção da subjetividade necessária ao novo período de acumulação; é a alteração na forma de vida objetiva e subjetiva.
Contudo, é importante frisar que o Estado mínimo proposto é mínimo apenas para as políticas sociais, pois, na realidade, o Estado é máximo para o capital, porque além de ser chamado para regular as atividades do capital corporativo, no interesse da nação, tem, ainda, de criar um “bom clima de negócios”, para atrair o capital financeiro transnacional e conter  a fuga de capital para “pastagens” mais verdes e lucrativas (HARVEY, 1989, p.160). 
Outra característica marcante desse período de acumulação é a autonomia do sistema bancário e financeiro, acentuando o que Harvey (1989) chama de dinheiro sem Estado, levando “o aumento da competição internacional em condições de crescimento lento, forçou todos os Estados a se tornarem mais empreendedores”. Portanto, para manter um clima favorável aos negócios, os países tiveram que conter a força de trabalho organizada, assim como os movimentos sociais (HARVEY, 1989).
Verifica-se, conseqüentemente, um duplo movimento, em se tratando da redefinição do papel do Estado: se, por um lado, no processo de globalização, os Estados nacionais têm de se fortalecer para atuar na correlação de forças internacional,  expandindo-se com uma velocidade cada vez maior, o “mercado de dinheiro sem Estado”, isso é, sem controle de nenhum governo nacional. No entanto, frisa-se que essa “mundialização do capital e a pretensão do capital rentista de dominar o movimento do capital não eliminam a tarefa dos estados nacionais de, mais do que nunca, assegurar a defesa da propriedade privada” (CHESNAIS, 1996, p.16). O que ocorreu, segundo Chesnais, foi um aprofundamento da diferença entre os que participam da dominação econômica e política do capital monetário rentista e os que sofrem essa dominação.
Segundo Castells (1997), coincide com a denominação de economia intensiva de conhecimento, por meio da qual o capital financeiro encontra seu principal aliado ao conhecimento inovador.
Tapscott (1998) utiliza a expressão network society, “economia digital”, mas a maioria já admite que o processo de informatização da sociedade e da economia representa marca substancial dos novos tempos capitalistas neoliberais.
A técnica como conhecimento, de modo geral, não pode ser vista como mal em si, mas como instrumentação culturalmente marcada, ou seja, no contexto cultural, propendem a colonizar as pessoas e a sociedade, mas podem também ser direcionadas para abrir oportunidades, desde que a sociedade saiba fazer isso. De todos os modos, é necessário entender que a sociedade contemporânea está eivada da tessitura do conhecimento, a ponto de autores  colocarem a hipótese pós-moderna de que este tipo de conhecimento já vai se tornando “senso comum” (SANTOS, 1995).
Nesse sentido, atenta-se para as advertências de Netto (1996) sobre os perigos de se transpor, diretamente, “os processos ocorrentes nas áreas cêntricas do sistema para nossas latitudes tropicais”, pois “a reestruturação do capitalismo tardio, com trânsito à flexibilização e o aumento das transformações que lhes são conexas, não escapa à sociedade brasileira”.
Segundo aquele autor, “as transformações societárias ora em curso são mediadas no Brasil pela inserção subalterna do país no sistema capitalista mundial (...) e pelas particularidades da sua formação econômico-social”.
Em cada país a intervenção do Estado dependerá das condições de reprodução destas relações, assim como das condições de acumulação produtiva. No caso brasileiro, na formação do Estado nacional são verificadas as marcas de o País ter sido colonizado por uma metrópole decadente e tardia em relação ao capitalismo na Europa. Assim, o Estado teve, desde sua gênese, os elementos ideológicos próprios de formações sociais que viveram um capitalismo tardio, além da particularidade escravista e latifundiária que compôs a economia nacional naquele momento (MAZZEO, 1997).
  Na transição da ditadura para o período de trajetória democrática em que, mais uma vez, foi pactuado pelo alto, permanecendo no período de democratização o mesmo grupo dirigente da ditadura. O período de transição ocorre em meio a uma crise do capital, portanto, a década de 80, na América Latina, foi marcada pelo fim das ditaduras e pela degradação econômico-social. Nessa fase de transição, viveu-se a crise da dívida externa que provocou a crise fiscal no Estado brasileiro.  Com estes dados, torna-se evidente que não se trata de Estado mínimo genericamente. É o Estado de classe, hegemonizado pelas elites do setor financeiro, neste período particular do capitalismo e  que se torna mínimo para as políticas sociais.
A atual política educacional no caso brasileiro é parte do projeto de reforma do Estado que, tendo como diagnóstico da crise a crise do Estado, e, não do capitalismo, busca racionalizar recursos, diminuindo o seu papel que se refere às políticas sociais. Ao se analisar os projetos de política educacional, constata-se que a redefinição do papel do Estado está se materializando nessa política, principalmente por meio de dois movimentos: de contradição Estado mínimo/Estado máximo, que se apresenta nos processos de centralização/descentralização dos projetos de política educacional, no conteúdo dos projetos de descentralização.
O movimento de centralização/descentralização da atual política educacional, na qual é descentralizado o financiamento e centralizado o controle, é parte da proposta de redefinição do papel do Estado, como se pode constatar no Plano Diretor da Reformado Aparelho do Estado. Verifica-se que, por um lado, o governo federal, com essas reformas, vem se desobrigando do financiamento das políticas educacionais, pois tem que racionalizar recursos, mas, por outro lado, ele objetiva centralizar as diretrizes, principalmente mediante parâmetros curriculares nacionais e avaliação das instituições de ensino. Definir o que vai ser ensinado em todas as escolas do País e ter o controle, por meio da avaliação institucional, tornam-se aspectos estratégicos neste período particular do capitalismo.
A Política Educacional aparece no cenário das preocupações profissionais hoje de uma forma diferenciada da que se tinha há alguns anos. Não se trata mais de uma aproximação saudosista quanto a um campo de atuação profissional que minguou com o tempo, mas de um interesse ancorado na leitura do papel estratégico que esta política desempenha do ponto de vista econômico, cultural e social. As mudanças ocorridas ao longo das últimas três décadas do século vinte, no modo de produção capitalista, foram decisivas para um conjunto diversificado de requisições ao campo educacional.   Essas transformações na esfera da produção e da cultura impõem dois desafios centrais para a educação, vinculados exatamente às suas funções econômicas e ideológicas, estratégicas no atual estágio de desenvolvimento do capitalismo: a garantia de uma formação técnica flexível, adequada às exigências dos novos padrões de produção e consumo e às variações do mercado de compra e venda da força de trabalho, assim como a garantia de uma formação ideologicamente funcional ao paradigma da empregabilidade.
O alcance planetário dessas mudanças fornece um novo contorno à divisão internacional do trabalho e da produção cultural, exigindo ações mais articuladas e de proporções mais amplas na garantia das condições necessárias para o desenvolvimento das novas estratégias formuladas pelo capital nas três últimas décadas (ALMEIDA, 2000).
A educação brasileira tem sido tema privilegiado no discurso de sucessivos governos. Durante os últimos anos, entretanto, os recursos da União para área educacional foram escassos, constituindo seu incremento bandeira constante na pauta de reivindicações de alunos, professores e da sociedade de uma maneira geral.


O Brasil é um país subdesenvolvido, isto é, um país pobre que, por conseguinte, possui inexpressiva renda “per capita”.  Isso no Brasil como um todo. Há, entretanto, certas regiões em que a pobreza e a miséria são extraordinárias. Exemplo é o Nordeste, que corresponde a 18% da área do Brasil, representando uma população de 32% do contingente demográfico brasileiro. Sua renda social não passa de 14% da do país, e uma das grandes conseqüências do subdesenvolvimento (PESSOA, 1983). “A fome somente pode ser real e eliminada com a abolição da pobreza” (BORGES, 1963). Não é um fenômeno novo, nem se tem agravado ultimamente. Fato novo é a consciência da fome e o fato novíssimo é a vontade da qual se acham os brasileiro imbuídos de se livrarem da fome.
O problema alimentar traz conseqüências nosológicas. Essa relação entre fome e doença foi proclamada pelo ex-Presidente Juscelino Kubitschek, que, sendo médico, bem a conhecia. Esse político chegou a escrever: “O grande problema do Brasil é a pobreza, a desnutrição”, acrescentando que “os médicos sabem ser o responsável pela maior parte das doenças neste grande País”. Os técnicos no Departamento de endemias rurais têm a seguinte frase que ilustra o sentir dos técnicos: “No Brasil só há uma endemia, a fome. Todas as demais são causas agravantes”. Também o povo sabe perfeitamente disso, isto é, que a subalimentação e a fome crônica constituem o elo mais forte e o mais indestrutível a determinar quadro nosológicos dos mais graves nos sertões brasileiros.

O governo federal e do Distrito federal criaram serviços destinados à educação alimentar do povo. Este é um embrião para o ensino de importante ciência – Educação Sanitária, isso porque, quanto mais a população é pobre, por conseguinte, iletradas, custam mais a aceitar os princípios de higiene, e, aceitando-os, em geral, ficam impossibilitados de aplicá-los. “Os problemas sanitários são interdependentes e subordinados aos fenômenos econômicos sociais” (Anais..., vol II, p. 1.148).

A pesquisa voltada para a Educação Sanitária é uma busca contínua e necessária, tal como a pesquisa de campo sobre doenças parasitárias, que devem ser feitas onde elas reinam endemicamente, bem como os problemas referentes à profilaxia das doenças parasitárias, não só  de pesquisas de laboratórios, mas também no campo, assim também os estudos do comportamento da água ou a influência da composição química e física do solo sobre as larvas dos ancilostomídeos, o estudo geral do grau de contaminação de solos dos diferentes tipos e o estudo da incidência das infestações humanas em regiões diferindo pelos tipos de solos.
A Educação Sanitária abrange três atividades bastantes distintas exercidas por especialistas de categorias diversas. O saneamento, função do engenheiro sanitário, situa-se no âmbito perfeitamente circunscrito da engenharia. Assim, o abastecimento da água em uma cidade, desde a sua captação até a depuração e distribuição, pertence ao saneamento. Mesmo as questões de verificação de sua  probabilidade, seu grau de pureza, antes e após a depuração pela cloração, as águas residuárias, a coleta e o tratamento do lixo. A segunda especialidade é a higiene do trabalho, com a pesquisa de vocação, orientação, seleção e educação profissionais. Em terceiro, tem-se a medicina preventiva, que é exercida por profissionais da área médica, os quais lutam, antes de tudo, contra a letalidade  e incidência das doenças que afligem o homem.
No Brasil, esse tema está relacionado principalmente à situação de pobreza. Cidadãos nessa condição constituem grupos em exclusão social, porque se encontram em situação de risco pessoal e social. Essa expressão é empregada para se referir às pessoas, às famílias e às comunidades excluídas das políticas sociais básicas ou de primeira linha (trabalho, educação, saúde, habitação, alimentação), o que lhes confere a condição de subcidadãos ou cidadãos de segunda classe.
O relatório do Banco Mundial (1993) indica três eixos centrais para as políticas de saúde:
·        A melhoria da saúde das famílias, com políticas de ajustamento em relação às despesas, custeios, expansão da instrução formal e fortalecimento do papel político econômico da mulher.
·         Reorientação dos gastos com redução da atenção primária de alto custo e sua ampliação por meio de programas preventivos voltados para o combate de doenças infecciosas e de risco; e, ainda, a melhoria na gestão dos serviços públicos.
·        Estímulo à participação da iniciativa privada na oferta de serviços clínicos excluídos das funções básicas do Estado.
No Brasil, o projeto universalista na área de saúde já faz parte do diagnóstico do Banco Mundial (1988). A grande falha no sistema público de saúde é a sua ineficiência no atendimento da camada mais pobre da população e a concentração de recursos em programas que não atingem os mais pauperizados. Critica-se o modelo de assistência centrado no cuidado hospitalar e ambulatorial e exames de alta tecnologia, com pouco investimento em programa de saúde preventiva. Em face desse diagnóstico tem-se que a reforma das políticas sociais, incluindo a saúde, deve aumentar a focalização do gasto público, incluindo a cobrança dos que podem pagar por certos benefícios e o estimulo  à oferta pelo setor privado de certos serviços; descentralizar a execução dos programas sociais para estados e governos locais; eliminar qualquer vínculo de fonte e folha de pagamento e fortalecer o papel do governo federal no controle de qualidade e provisão de informação ao consumidor.
A agenda da reforma da saúde assenta-se, portanto, na cultura técnica do Banco Mundial, a partir da clivagem entre saúde pública básica e serviços terciários; entre pobres, classes médias e ricas, assumindo-se, assim, o falso pressuposto de que aos pobres é suficiente uma cesta básica de programa  preventivo, pois fazem parte de camadas de classes mais expostas às doenças infecciosas e parasitárias, e os serviços clínicos de maior complexidade estariam reservados às camadas de classe ricas e médias.
As recomendações do Banco Mundial para a reforma da política de saúde no Brasil estão assentadas em cinco pontos: consolidação das reformas institucionais, fortalecimento da capacidade de formulação de políticas, análise e contenção de custo, aperfeiçoamento da regulação do mercado e fortalecimento da qualidade na prestação de serviços. Inclui-se aqui a necessidade de encaminhar uma reforma direcionada à idéia de estabelecer um pacote de benefícios-padrão, além do estabelecimento de prioridades de financiamento para serviços e o desenvolvimento de experiência de co-pagamento, o que rompe claramente com princípios da universidade, da integralidade e da equidade, firmados constitucionalmente.   
Segundo as disposições gerais da Lei Orgânica nº 8.080, de 19/09/90, determina o art. 2º: "A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. O § 1° determina: “O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças ou de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”.
Entretanto, conforme está explicitado no referido artigo, "a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País”.
Assim, os determinantes sociais, que condicionam a saúde dos cidadãos, constituem fatores de risco à sua saúde, e refere-se aos indivíduos cujos direitos sociais, quando violados, colocam em risco a sua saúde e a qualidade de vida de sua família.
Segundo Mendes (1993), a assistência integral à saúde visa oferecer atendimento personalizado, para promoção, prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação da saúde da população, por meio de melhorias na qualidade dos serviços de saúde, do aumento da cobertura vacinal, da melhoria da qualidade de vida dos hiper-tensos e diabéticos, do aumento do índice de casos curados de tuberculose e hanseníase, da redução da incidência de câncer de colo uterino e de mama, da diminuição das intervenções hospitalares desnecessárias, da prevenção de doenças degenerativas e da avaliação do impacto de programa de Educação Sanitária.


Alguns temas na Filosofia e da Educação Sanitária provocam relativas convergências de opiniões. Pode-se afirmar, todavia, que diversas questões geram polêmicas que existem ao longo da historia brasileira. Não se está com este estudo buscando polemizar, mas contribuir para o caminho do crescimento desse ramo, que é a  Saúde Pública.
Os estudos voltados para o crescimento da filosofia mostram caminhos desde os primórdios da humanidade, já que pensar era uma forma primitiva de buscar alimentação e uma questão de sobrevivência. De Aristóteles, passando por Platão, entre outros,  os religiosos, partidários ou raciais, para reconhecer o humano como base última de direitos inalienáveis, podem ser resumidos à fórmula de que todo homem tem o direito de não sofrer. Não houve causa até aqui tão ecumênica e, portanto, apta a ensejar as mais amplas e superativas alianças sociais. E se a proposição dos direitos humanos é consensual, sob o prisma filosófico, a implantação dos mecanismos já previstos no ordenamento jurídico brasileiro poderá levar a uma consagração de uma prática social inspirada por esses valores universais.
Da economia à política, os processos reflexivos levam-nos a tomar atitudes estruturadas, para serem usadas como meios para atingir determinados fins. As resoluções transcendem as expectativas, uma vez que tomadas as ações reflexivas iniciadas de atos bem estruturados traz resultados satisfatórios na elaboração destes pensamentos.
A filosofia como conceito, concepção, linha, utilidade, enfim, permeia tudo que se imagina desenvolver ao refletir. O uso dessas reflexões é importantíssimo no processo de estruturações das políticas a serem desenvolvidas no dia-a-dia.
De acordo com as idéias de alguns filósofos e educadores, a educação é um meio pelo qual o homem desenvolve potencialidades inatas, mas que não atingiriam a sua perfeição sem a aprendizagem realizada por meio da educação. Assim como a própria sociedade é um corpo coletivo formado da individualidade das pessoas que compõem e assim como o seu fim é a felicidade de seus membros a quem todas as instituições devem servir, assim também a educação, como idéia, deve ser pensada em nome da pessoa, como instituição ou como prática deve ser realizada como um serviço coletivo que se presta a cada indivíduo, para que ele obtenha dela tudo o que precisa para se desenvolver individualmente.
Depara-se  em processo necessário e evolutivo, em que a Saúde  Pública vem com estrutura de erradicação das doenças e veículo de erradicação da fome, a qual possibilita o indivíduo e  sociedade a conseguirem a sua educação e felicidade, ao mesmo tempo em que o próprio ensino da saúde pública para formação de profissionais especializados necessita receber a atenção necessária para atingir os objetivos do bem-comum.
Conclui-se, portanto, que a Filosofia e a Educação Sanitária são partes fundamentais para a inclusão social dos desfavorecidos, pobres e miseráveis, para que os mesmo possam, por meio da educação pública, exercer o legitimo direito da cidadania brasileira.



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quinta-feira, 29 de julho de 2010

DEFESA PESSOAL BRASILEIRA MARLEY MENDONÇA

DEFESA PESSOAL BRASILEIRA




A DEFESA PESSOAL BRASILEIRA, é um sistema de ataques e defesas criado pelo Shihan Marley Mendonça, que consiste em uma serie de técnicas que permite a pessoa defender - se de um ataque em situações do cotidiano, ou em sua área de serviço, como policias, exércitos e segurança de dignidades, e em comuns homens e mulheres.

Esta defesa pessoal foi didaticamente organizada e estruturada em níveis de faixas que permite avaliar o estudante e leva-lo a faixa preta de combate corpo a corpo. Tem o único objetivo a auto defesa do individuo que apreende este sistema de combate.

Ao aprofundar - se na defesa pessoal, que engloba quedas, torções, chaves, além ataques em pontos que levam o oponente a sentir a necessidade de libertar a vitima. O perito em defesa pessoal tem mais confiança em si próprio, com mais agilidade, resistência e força no combate corpo a corpo.

A DEFESA PESSOAL BRASILEIRA tem como principio que jamais o aprendido seja posto em pratica, a não ser para salvaguardar a sua integridade física como legitima defesa.

A DEFESA PESSOAL BRASILEIRA é registrada na CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CULTURA E ARTES MARCIAIS, e seus praticantes recebem o diploma de FAIXA PRETA DE DEFESA PESSOAL BRASILEIRA , devidamente oficializada por esta instituição tendo o seu reconhecimento de acordo com a legislação vigente.

A defesa aqui tratada não requer força, e o estudante irá graduar se dentro de processo de ensino, metódico e didático para o aprendizado e sua segurança física e psicológica.



Prof. Dr. MARLEY MENDONÇA- PhD

Grão Mestre Arte Marcial 8ª Grau WKA





1.DEFESA PESSOAL BRASILEIRA

CRIADOR SHIHAN MARLEY MENDONÇA 8ª GRAU WKA



1.1- FAIXA BRANCA



1- FUNDAMENTOS DE QUEDAS



UKEMI

1- USHIRO UKEMI - QUEDA PARA TRÁS

2- YOKO UKEMI - QUEDA PARA O LADO

3- MAE UKEMI - QUEDA PARA FRENTE



2- FUNDAMENTOS DE DEFESA E BLOQUEIO



1 - JODAN AGUE UKE - DEFESA ALTA

2 - UCHI UKE - - DEFESA MEDIA

3 - SOTO UKE - DEFESA MEDÍA

4 – GUEDAN BARAI - DEFESA BAIXA

5 – SHUTO UKE - DEFESA MÃO ABERTA

6 – MAWSHI – UKE - CIRCULAR

7 – JUJI – UKE - DEFESA CRUZADA



3- FUNDAMENTOS DE GOLPE DE ARREMESSO



1 – OSOTOGARI - ARREMESSANDO PARA TRÁS

2 – KOSHI GURUMA – ARREMESSANDO PELO PESCOÇO

3 – OGOSHI - ARREMESSANDO PELA CINTURA



4-FUNDAMENTOS DE ATAQUES DE MÃOS



1 - JAB

2 – DIRETO

3 – CRUZADO

4 – ATAQUE COM AS MÃOS ABERTA ( DEDOS, INVERTIDO, PALMA, COSTA)



5- FUNDAMENTOS DE ATAQUES DE PÉS



1 – PEITO DE PÉ

2 – CHUTE PARA FRENTE ( VIRILHA, RINS, JOELHO)



6-TÉCNICAS DE SOLO



1- HON KIZA GATAME

2- KATA KATAME







1.2´- FAIXA CINZA



FUNDAMENTOS DE GOLPES DERRUBANDO



1- PUXADA NAS DUAS PERNAS - DERRUBANDO PELA FRENTE (BAIANA)

2- PUXADA NAS DUAS PERNAS - DERRUBANDO POR TRÁS



FUNDAMENTOS DE ATAQUES DE MÃOS



1 – UPPER 2 – SWING 3 -COTOVELOS



FUNDAMENTOS DE ATAQUES DE PÉS



1 – JOELHO 2 – CHUTE DE LADO 3 - PISÃO

FRENTE PATELA KAKATO



ESTRANGULAMENTOS

1 – NAMI – JUJI – SHIME 2 – KATA – JUJI – SHIME 3 – GUIAKU – JUJI - SHIME

TÉCNICAS DE EMPURRÃO DE FRENTE

1° METODO 2° METODO JIU –THAI -JITSU



TÉCNICAS DE SAÍDA COM AS MÃOS

1 - PEGADA DA LAPELA COM UMA DAS MÃOS

2 - PEGADA NA LAPELA SEGUIDA DE UMA TRAVA VIOLENTA

3 - PEGADA NAS DUAS LAPELAS

4 - PEGADA NA LAPELA INVESTIDA

5 - PEGADA DO BRAÇO OU DA MANGA ACIMA DO COTOVELO

1° METODO 2° METOTO

6 - PEGADA DO BRAÇO OU DAMANGA ABAIXO DO COTOVELO

7 - LIERTAÇÃO DOS PULSOS:

A) PEGADA DO PULSO OPOSTO

B) PEGADA DO PULSO DIAGONAL

C) PEGADA DE UM PULSO COM AS DUAS MÃOS

D) PEGADA DO BRAÇO OU MANGA ABAIXO DO COTOVELO

1° METODO 2° METODO

8 - PEGADA PELO CABELO

9 - PEGADA NA GARGANTA COM UMA DAS MÃOS



1.3- FAIXA VERDE



QUEDAS



4- USHIRO UKEMI - QUEDA PARA TRÁS

5- YOKO UKEMI - QUEDA PARA O LADO

6- MAE UKEMI - QUEDA PARA FRENTE





ROLAMENTO PARA FRENTE

ROLAMENTO PARA TRAS

ROLAMENTO SALTANDO



DEFESA DE BLOQUEIO

BLOQUEIO ALTO, MEDIO E BAIXO COM AS MÃOS

BLOQUEIO COM AS PERNAS



ARREMESSO

PUXADA NAS DUAS PERNAS (Tawara Gaeshi)

ARREMESSO POR CIMA DOS OMBROS (Kata Guruma)

PASSADA DE PERNAS COM BANDA (Deashi Barai)



FUNDAMENTOS DE ATAQUES DE MÂOS

SEQUENCIA DE ATAQUES

HOJUN DO

Defesa de jabs

Defesa de pisão

Gravata girando



FUNDAMENTOS DE ATAQUES DE PES

SEQUENCIA DE ATAQUES DE PES



TECNICAS DE CHÃO

MONTADA

TRIANGULO,

CHAVE DE PERNAS

Americana

crucifixo

passagem de guarda

raspagem








1.4 - FAIXA MARROM



TÉCNICA DE SOLO

1 – JUJI GATAME I – II – III (CHAVE DE BRAÇO)

2 – UDE GARAMI



ATAQUE DE LADO GRAVATA

1 - Pegada De Cabeça (Esquiva)

2 - Pegada De Cabeça ( Libertação)

3 - Pegada De Braço Pelo Bicéps

4 - Pegada De Braço Pelo Cotovelo

5 - Pegada De Braço Pelo Pulso

ATAQUE PELAS COSTAS (MATA LEÃO COSTA E PELA FRENTE)

1 - Pegada Pelo Cotovelo

2 - Pegada Pelo Pescoço

3 - Abraçamento Por Detrás Sobre Os Braços

4 - Pegada Pelo Braço Por Detrás

DEFESA CONTRA ATAQUE DE CADEIRA

1 - Golpe De Cadeira De Ponta

2 - Golpe De Cadeira De Lado

4 - Golpe De Cadeira De Cima Para BaiXO

DEFESA CONTRA BASTÃO TONFA

1 - Bastão De Cima Para Baixo

DEFESA CONTRA GOLPE DE FACA

1 - Golpe De Ponta

2 - Golpe De Cima Para Baixo

3 - Golpe De Baixo Para Cima

4 - Golpe Lateral

5 - Golpe De Reversão

DEFESA CONTRA REVOLVER

1 – Mãos Ao Alto De Frente

2 – Mãos Ao Alto De Costa

COMO DOMINAR UM ADVERSÁRIO

1) Dedo 2) Algema

3) Movimento Com Tonfa 4) Movimento Com Bastão

5) Imobilização Do Detido 6) Condução Do Detido

7) Segurança Do Detido 8) Abafamento E Desequilibrio

TÉCNICA DE SAIDA COM AS MÃO

1 - Pegada Na Garganta Com As Duas Das Mãos

2- Abraçamento Pela Frente Sob Os Braçõs

3- Abraçamento Pelas Pernas



FAIXA PRETA (Finalizando com a Faixa Preta)

SISTEMA NACIONAL DE KICKBOXING

ARTE MARCIAL KICKBOXING

SISTEMA NACIONAL DE KICKBOXING=SNK-




CRIADO PELO SHIHAN

MARLEY MENDONÇA ALVES

GRÃO MESTRE 8º GRAU - WKA

TONY MARQUES

GRÃO MESTRE 7 GRAU WKA






1. INTRODUÇÃO

1.1A HISTÓRIA

O Sistema Nacional de Kickboxing iniciou em 1991 com os Grão Mestre Marley Mendonça DF e Tony Marques de Oliveira RGN com o objetivo de ensinar e promover o full contact., posteriormente o Grão Mestre Marley Mendonça colocou as técnicas de absorção do karate de contato okinawana com respectiva forma de luta onde desenvolve a respiração marcial Ibuki, chutes nas pernas, e incluindo as técnicas de pernas das diferentes Artes Marciais; as técnicas de punhos do boxe ao tronco, cabeça e pernas .

Combate Livre permitiu luta em pé e no chão com todas as técnicas: golpes de punhos, pernas, joelhos, cotovelos, cabeça, projeções e de submissão chaves, estrangulamentos e torções.

Atualmente o Sistema Nacional de Kickboxing é um eficiente sistema de ataque e defesa que é o resultado das técnicas de diferentes lutas ensinado dentro da graduação do Kickboxing.

O fato é que o Sistema Nacional de Kickboxing é ensinado há 18 anos devidamente registrado e hoje filiado á Confederação brasileira de Cultura e artes marciais com escolas no Brasil e no mundo.

O Gâo Meste Marley Mendonça é o idealizador do atual modelo da Escola Sistema Nacional de Kickboxing como escola de luta de contato, o Grão Mestre Toni Marques é o responsável pela grande divulgação que este sistema alcançou no Brasil. Esta é uma escola que criou tradição no Brasil. Há algumas variações de uma região brasileira para outra fruto de alunos de nosso Sistema que sem fundamentos alteraram o nome, mas isto não houve solução de continuidade na sólida base da Escola Sistema Nacional de Kickboxing da luta de contato de ataques e defesas.



No inicio dos anos 70, aonde praticantes de diversas Artes Marciais procuraram realizar uma forma de Luta onde pudessem competir entre si, independentemente do Estilo Marcial que praticavam. Nestes Combates em FULL-CONTACT / Boxe Americano (designados também por Profissional Karaté), na época, eram apenas permitidas todas as técnicas de pernas das Artes Marciais acima da cintura e todas as técnicas de punhos do Boxe. Inicialmente estes combates eram feitos numa área de tatami, tendo sido adaptado rapidamente a sua realização em Ring de Boxe, o que dado ao espaço limitado pelas cordas ( logo menos distância de combate), fez com que os competidores tivessem de recorrer ao aperfeiçoamento e condicionamento físico na prática de Boxear ( usada pelos pugilistas). São grandes lutadores e mestres neste estilo de FULL-CONTACT: Joe Lewis, Mike Anderson, Chuck Norris, Bill Walace, Benny Urquidez, Kurban, Garcia, Corning, Cecil Peoples, Ramon Smith, Walli Slokis, Duenas, Duran, Williams, Howard Hanson, Jean Yves Therriault, Don Wilson, Jeff Smith, Rick Rufus, Fred Royers, Dan Macaruso, Roger Pachy, Dominique Valerá, entre outros; Grandes Mestres: Jonh Rhee, Ed Parker, Hee IL Cho e o famoso e lendário Bruce Lee, pioneiro no FULL-CONTACT em todos os seus estilos de combate, criador do seu próprio estilo o Tao of Jeet Kune Do que incorpora as técnicas mais eficazes de cada Arte Marcial e Desportos de Combate.



O estilo de luta FULL-CONTACT teve como 1º organismo a agrupar todos os praticantes e a homologar os eventos, a PKA – Profissional Karate Association no USA que seguidamente foi introduzido na Europa, via França por Dominique Valera, designando o estilo por Full-contact / Boxe Americano; depois, já nos anos 80 surge na Suíça a EPKA por ação dos irmãos Cañabate e Bill Wallace, entretanto ainda em 73 no USA surge também a WKA – World Karate Association por ação de Benny Urquidez e Howard Hanson a qual veio a estender-se a nível Mundial, com representação na Europa através de Fred Royers e na Ásia representada por Shin Fujita; seguidamente dá-se o surgimento de vários organismos mundiais como a ISKA, PCK, IKL, WKL, WAKO, WKA, WFCA, WKN, WKC,WMAC.

Mais tarde dá-se a expansão do THAI FULL-CONTACT / Thai Boxing ou Muay Thai ao Ocidente, esta luta Tailandesa em FULL-CONTACT com origem bastante remota (cerca de 3.000 Anos), onde se permitia o uso de qualquer técnica sofre alterações no inicio dos Anos 30, onde são introduzidas novas regras e regulamentos similares ao Boxe, permitindo no entanto o uso de joelhadas, lowkicks e cotoveladas, na Europa foram pioneiros neste estilo de FULL-CONTACT: Ton Arison, Rob Kaman ... com origem na Holanda.

Na década de 80 surge o FULL-CONTACTc/ LOWKICKS (Kickboxing) numa adaptação feita no Japão às regras do Boxe Tailandês e desenvolvidas no Ocidente por acção de Bennny´ THE JET ` URQUIDEZ após o seu regresso do Japão onde combateu segundo essas regras com lutadores desse Pais.

Por último, à semelhança das lutas antigas praticadas por gladiadores e por influência de certos documentários cinematográficos sobre as Artes Marciais como o «The new Gladiatores deals» e o «Kings of the Square Ring» produzidos pelo famoso Elvis Presley (Cantor, Actor e praticante de Artes Marciais) onde atletas de grande renome de várias Artes Marciais e Desportos de Combate como Muhammad Ali (Boxe), António Inoki (Lutador) e Benny Urquidez (Full-contact / Artes Marciais) se defrontam no Ring em «NO RULES FULL-CONTACT», nos Anos 90 surge o ULTIMATE FULL-CONTACT, com a sua popularidade a dever-se essencialmente ao ULTIMATE FIGHTING CHAMPIONSHIPS no USA, ao PRIDE e PANCRASE no Japão e ao VALE TUDO no Brasil, aonde diversos lutadores de vários Estilos de Artes Marciais e Desportos de Combate de lutas em Pé em FULL-CONTACT se defrontam com Judocas / Jiu jitsu, Grapplers e Wrestlers ( Lutadores especializados em luta no chão), permitindo assim uma aproximação entre lutadores de todas as distâncias de combate ( Boxers, Kickers e Grapplers) e avaliar, aperfeiçoar cada estilo ao mais real, destacando-se neste estilo de luta, LUTADORES como: Bas Rutten, Masakatsu Funaki, Suzuki, Ken Shamrock, Família Gracie, Marco Ruas etc.


O Kickboxing surgiu no Japão na década de 60, através de lutadores japoneses de Karate que adquiriram conhecimento do Muay Thai (até então praticado na Tailândia), e perceberam a grande eficiência desta arte marcial. Contudo, os lutadores japoneses não suportavam a forma dura de treino, também devido às diferenças fisiológicas entre um povo e outro, e aliaram as técnicas de Karate e Muay Thai, retirando os golpes de joelho e cotovelo existentes no Muay Thai, surgindo assim o Kickboxing.

O Kickboxing chegou ao ocidente, designadamente aos E.U.A. Europa , em meados dos anos 70. E grande parte dos praticantes de Full Contact, e actualmente as mesmas entidades que desenvolvem o Full Contact trabalham igualmente o Kickboxing. Uma diferença clássica que se verifica entre os atletas genuínos do kickboxing, em relação aos atletas do Full Contact, é a posição da guarda e a distância de combate, não é regra, mas a guarda mais alta e fechada e uma distância menor comparativamente aos atletas de Full Contact, existindo a possibilidade de golpear as pernas, aplicar low kicks precisos nas pernas do adversário ao invés de golpear a parte superior do corpo do adversário, o low kick consome menos energia que as restantes técnicas convencionais de pernas; a guarda torna-se mais alta pois sendo os low kick’s uma técnica de media/curta distancia, a luta torna-se mais próxima sendo cada movimento menos previsível, logo mais eficaz.

Como se verifica o Kickboxing é recente, e não é mais do que a conjugação de diversas artes e estilos, destacando-se o Boxe Ocidental e o Muay Thai.





2.KICKBOXING

2.1 MUAY THAI

Foi com o objectivo de conservar sua independência e manter os inimigos fora de suas fronteiras que os Tailandeses criaram uma arte de combate denominada Muay Thai. O registo mais antigo sobre Muay Thai é do ano de 1560 que descreve a luta entre o Príncipe Tailandês Naresuon e o Herdeiro do Trono Birmanês, a luta durou algumas horas e terminou com a morte do Herdeiro do Trono da Birmânia, o que fez com que o seu povo, após perder o seu líder, suspendesse o ataque aos tailandeses.

O Muay Thai teve o seu ponto alto durante o reinado de Pra-Chao-Sua (início do século XVIII), que também era mestre nesta arte marcial. Conta-se que o rei, chamado "O Tigre", tinha o hábito de sair secretamente do Palácio para participar em torneios de luta, e para não ser reconhecido, usava uma máscara e, na grande maioria das vezes, vencia seus adversários.

Nesta época, o Muay Thai fazia parte da preparação para a formação militar e era ensinado em todas as escolas, não existiam categorias (definidas de acordo com peso), nem rounds. As lutas eram muito violentas, os lutadores lutavam descalços e sobre as mãos usavam cordas de cânhamo ou de tecido de algodão, e a protecção do baixo-ventre era feita com cascas de côco. Eram permitidos todos os tipos de técnicas de ataque, com as mãos, braços e pés, com pouquíssimas restrições. Para fortalecer os punhos e os pés, o treino incluía, entre outros, bater em troncos de palmeiras, correr longas distâncias e exercícios dentro da água, e a alimentação dos lutadores era basicamente vegetariana.

Após a Segunda Grande Guerra Mundial, o Muay Thai comportou grandes mudanças, principalmente nas regras, nomeadamente, começou a ser dividido por categorias de peso, a usar-se protecções para as mãos (luvas de boxe), e as lutas passaram a ser divididas por rounds.



3. ESCOLA SISTEMA NACIONAL DE KICKBOXING



3.1.FAIXA BRANCA



1) Guarda Esquerda E Direita

2) Defesa Abaixando E Levantando

3) Defesa Para Frente E Para Tras

4) Movimentação De Pernas

5) Esquiva

6) Parada P Dentro

7) Parada P Fora

2.ATAQUES DE MÃO

1) Jab

2) Direto

3) Cruzado

4) Hook

5) Uppercut

6) Costa De Mão

7) Giratorio

8) Swing

9) ATAQUES DE PERNAS

1) Chute Frontal

2) Chute Lateral

3) Chute Peito De Pé

4) Giratorio Lateral

5) Chute Gancho



3) Defesa

1) Bloqueio Alto

2) Bloqueio Médio

3) Bloqueio Baixo

4) Bloqueio De Canela



10) FUNDAMENTOS DE CHÃO

1) Rolamento De Frente

2) Rolamento De Costas

3) Queda De Frente

4) Queda Lateral



11) TECNICAS COMBINADAS

1) Chute Frontal E Soco Direto

2) Chute Frontal E JabChute Peito De Pe E Soco Direto

3) Chute Lateral E Soco Direto

4) Chute Giratorio Lateral E Soco Direto

12) Tecnicas De Absorçâo No Corpo E Pernas

13) Forma Hangetsu

14) KOTE KITAE

15) COMBATE

16) CHUTE ESQUERDO \ DIRETO

1-Panturrilha, 2 Coxa, 3 Lateral Do Corpo 4 Cabeça, o adversário repete lado direito



10) JAB DIRETO, chute direito 1 panturrillha 2 coxa 3 lateral do corpo 4 cabeça adversarop repete lado esquerdo.





3.2.FAIXA AZUL



1) DEFESA

3) Slipping

4) Weaving(Pendulo

5) Rockwai (João Bobo)



1.2 ESTRATEGIA

1) Recuar Socando

2) Saindo Girando



ATAQUES DE MÃO



1) Jab 2) Direto 3) Cruzado 4) Hook 5) Uppercut 6) Costa De Mão



7) Giratorio 8) Swing 9) Cotovelo



ATAQUES DE PERNAS

1) Chute Frontal

2) Chute Lateral

3) Chute Peito De Pé

4) Giratorio Lateral

5) Frontal Pulando

6) Lateral Pulando

7) Peito De Pe Pulando

8) Cobertura Para Fora

9) Cobertura Para Dentro

10) Cobertura Para Dentro Pulando

11) Cobertura Para Fora Pulando

12) Circular Para Fora

13) Circular Para Fora Pulando

14) Giratório

DEFESA

1) Bloqueio Alto

2) Bloqueio Medio

3) Bloqueio Baixo

4) Bloqueio Cruzado

5) Esquiva Esquerda Direita

6) Bloqueio De Chute Com A Canela

7) Duking

8) Gota Dágua

9)Defesa Para Dentro E Para Fora Com A Mão

FUNDAMENTOS DE LUTA CORPO A CORPO

1) Rolamento De Frente

2) Rolamento De Costas

3) Queda De Frente

4) Queda Lateral

5) Ataque No Pescoço De Frente

6) Ataque Na Com Pegada Na Gola

7) Ataque Com Gravata Por Tras

8) Pegada No Ombro

9) Abraço Por Tras Por Baixo Dos Braços

10)Ippon Seoi Nage

11)Osoto Gari

12)Harai Goshi



TECNICAS COMBINADAS

1)Chute Frontal E Soco Direto

2)Chute Frontal E Jab

3)Chute Peito De Pe E Soco Direto

4)Chute Lateral E Soco Direto

5)Chute Giratorio Lateral E Soco Direto

6) Cobertura Para Fora E Soco Direto

7) Cobertura Para Dentro E Jab

8) Circular Para Fora E Soco Direto

9) Jab E Chute Giratório

10) Chute Peito De Pe Esquerdo E Direito



TECNICAS DE ABSORÇÂO NO CORPO E PERNAS

FORMA HANGETSU KOTE KITAE



COMBATE combinado



1-Chute Esquerdo 2-Panturrilha, 3-Coxa, 4-Lateral Do Corpo 5-Cabeça, o adversário repete lado direito;

2)Jab direto, chute direito 1 panturrilhas 2 coxa 3 lateral do corpo 4 cabeça adversário repete lado esquerdo.



3) chute peito de pé esquerdo, direito nas coxas, na altura do corpo, na altura da cabeça, um ataque para um lado outro ataque para o outro

d) cruzado esquerda esquiva contra ataque , cruzado direito, cruzado alto esquiva , contra ataque cruzado baixo, jab direto repete





3.3.FAIXA AMARELA

1) Defesa

2) Esquivas

3) Ducking

4)Esquiva De Ashibarai

5)Rolling (Balistica)

6) Estrategia

7) Bloqueio Central

8) Clinching



ATAQUES DE MÃO



1)Jab 5) Costa De Mão

2)Direto 6) Giratorio

3)Cruzado 7) Swing

4)Hook 8)Uppercut



ATAQUES DE PERNAS

1) Chute Frontal

2) Chute Lateral

3) Chute Peito De Pé

4) Giratorio Lateral

5) Frontal Pulando

6) Lateral Pulando

7) Peito De Pe Pulando

8) Cobertura Para Fora

9) Cobertura Para Dentro

10) Cobertura Para Dentro Pulando

11) Cobertura Para Fora Pulando

12)Circular Para Fora

13) Circular Para Fora Pulando

14) Giratorio



FUNDAMENTOS DE LUTA CORPO A CORPO

1) Rolamento De Frente

2) Rolamento De Costas

3) Queda De Frente

5) Queda Lateral



15) Ataque No Pescoço De Frente

16)Ataque Na Com Pegada Na Gola

17)Ataque Com Gravata Por Tras

18)Pegada No Ombro

19)Abraço Por Tras Por Baixo Dos Braços

20)Tai Otoshi

21)Kata Guruma

22)Morote Gari

23)Sukui Nage Cadeirinha

24)Kesa Gatame

25)Kami Shiro Gatame

26)Yoko Shiro Gatame



TECNICAS COMBINADAS



1) Chute Frontal E Soco Direto

2) Chute Frontal E Jab

3) Chute Peito De Pe E Soco Direto

4) Chute Lateral E Soco Direto

5) Chute Giratorio Lateral E Soco Direto



TECNICAS DE ABSORÇÂO NO CORPO E PERNAS

FORMA HANGETSU, KOTE KITAE



COMBATE COMBINADO



1)ataque jab direto frontal, defesa esquiva gira contra ataque cruzado esquerdo direito;

2) ataque jab direto cruzado esquerdo chute direito altura de corpo, defesa com bloqueio contra ataque chute na coxa direto na barriga e chute na cabeça.

4) ataque jab direto cruzado barriga e cruzado na acabeça, defesa e contra ataque com giratório chute na coxa esquerda direita.





3.4.FAIXA VERDE



ATAQUES DE PERNAS ATAQUES ANTERIORES, EMBAIXO EM CIMA DE PEITO DE PE.

1) Circular Para Dentro

2) Embaixo Em Cima Para Fora

3) Ashibarai

4) Giratorio Por Cobertura

5) Chute Direto

6) Chute Peito De Pe Com Penetração

7) Giratorio Lateral PulandoTesoura

8) Chute No Chão



FUNDAMENTOS DE LUTA CORPO A CORPO

1) Passagem De Guarda

2) Com A Mão Por Dentro

3) Passagem Toreando

4) Passagem Com Joelho Por dentro

6) Passagem Cruzando O Joelho

7) Passagem De Meia Guarda





VARREDURAS, DIRETAS E INDIRETAS

1.Kata Juji Shime I, Ii, Iii

2.Juji Gatame I, Ii, Iii



TECNICAS COMBINADAS

1)Costa De Mão E Chute Gancho Alto Perna Da Frente

2) Soco Direto, Jab, Soco Giratorio E Chute Giratorio

3) Peito De Pé Baixo Com Perna Da Frente E Giratorio

5) 4 Hooks E Chute Giratorio Lateral Pulando

6) Bloqueio Mão Aberta Para Soco Direto E Chute Peito De Pé Com Perna Da Frente

7) Esquiva De Jab Com Chute Lateral Com Perna



TECNICAS DE ABSORÇÂO NO CORPO E PERNAS

FORMA HANGETSU KOTE KITAE



COMBATE COMBINADO

1)Ataque Na Coxa, Defesa Com Canela Contra Ataque Na Coxa, Esquerda Direita

2)Ataque Na Coxa Defesa Com Canela Contra Ataque No Corpo Esquerda Direita

3)Ataque Na Coxa Defesa Com Canela Contra Ataque Na Cabeça

4)Chute No Corpo Inversão De Defesa E Projeção E Imobilização

5)ataque jab direto frontal, defesa esquiva gira contra ataque cruzado esquerdo direito;

6) ataque jab direto cruzado esquerdo chute direito altura de corpo, defesa com bloqueio contra ataque chute na coxa direto na barriga e chute na cabeça.

7) ataque jab direto cruzado barriga e cruzado na acabeça, defesa e contra ataque com giratório chute na coxa esquerda direita.





3.5.FAIXA ROXA



ATAQUES DE PERNAS

A)ATAQUES ANTERIORES

B) RASTEIRA E GIRATORIO PULANDO

1) Salto Do Facão

2) Para Frente Com Os Dois Pes

3) Chute Abrindo

4)Chute De Lado Com Os Dois Pes

5Para Cima Com Os Dois Pes

6Para Dentro Com Os Dois Pes

7Embaixo De Frente Peito De Pe Pulando Para Cima

8De Costas Gira Pulando De Peito De Pé





FUNDAMENTOS DE LUTA CORPO A CORPO

a. Raspagem Tesourada

b. Raspagem Com A Mão Na Faixa

c. Raspagem Com Amão Por Dentro Da Perna

d. Balão

e. Ude Garami



TECNICAS COMBINADAS

1)Chute Lateral Baixo Perna De Tras E Peito De Pe Alto

2)Chute Lateral Baixo Perna De Tras E Chute Gancho Alto Chute Giratorio Lateral Perna De Tras E Chute Ganchoalto

3)Chute Giratorio Lateral Baixo E Peito De Pé Alto

4)Chute Gancho Alto Perna De Tras E Peito De Pe Alto

5)Chute Peito De Pe Baixo E Peito De Pe Alto Perna De Tras

6)Cobertura Para Fora Perna De Tras Com A Mesma Perna

7)Cobertura Para Dentro Perna De Tras E Chute Lateral Baixo Com A Mesma Perna.



TECNICAS DE ABSORÇÂO NO CORPO E PERNAS

FORMA HANGETSU

• Kote Kitae

COMBATE COMBINADO

1) Ataque Na Coxa, Defesa Com Canela Contra Ataque Na Coxa, Esquerda Direita

2) Ataque Na Coxa Defesa Com Canela Contra Ataque No Corpo Esquerda Direita

3) Ataque Na Coxa Defesa Com Canela Contra Ataque Na Cabeça

4) Chute No Corpo Inversão De Defesa E Projeção E Imobilização

5) Ataque jab direto frontal, defesa esquiva gira contra ataque cruzado esquerdo direito;

6) Ataque jab direto cruzado esquerdo chute direito altura de corpo, defesa com bloqueio contra ataque chute na coxa direto na barriga e chute na cabeça.

7) Ataque jab direto cruzado barriga e cruzado na acabeça, defesa e contra ataque com giratório chute na coxa esquerda direita.



3.6.FAIXA MARROM



ATAQUES DE PERNAS

A)Ataques Anteriores



FUNDAMENTOS DE LUTA CORPO A CORPO

1)Raspagem Tesourada

2) Raspagem Com A Mão Na Faixa

3)Raspagem Com Amão Por Dentro Da Perna

4)Balão



TECNICAS COMBINADAS

1)Chute Lateral Baixo Perna De Tras E Peito De Pe Alto

2)Chute Lateral Baixo Perna De Tras E Chute Gancho Alto Chute Giratorio Lateral Perna De Tras E Chute Gancho Alto

3)Chute Giratorio Lateral Baixo E Peito De Pé Alto

4)Chute Gancho Alto Perna De Tras E Peito De Pe Alto

5)Chute Peito De Pe Baixo E Peito De Pe Alto Perna De Tras

6)Cobertura Para Fora Perna De Tras Com A Mesma Perna

7)Cobertura Para Dentro Perna De Tras E Chute Lateral Baixo Com A Mesma Perna.



TECNICAS DE ABSORÇÂO NO CORPO E PERNAS

FORMA HANGETSU

• Kote Kitae





COMBATE COMBINADO

1) Ataque Na Coxa, Defesa Com Canela Contra Ataque Na Coxa, Esquerda Direita

2) Ataque Na Coxa Defesa Com Canela Contra Ataque No Corpo Esquerda Direita

3) Ataque Na Coxa Defesa Com Canela Contra Ataque Na Cabeça

4) Chute No Corpo Inversão De Defesa E Projeção E Imobilização

5) Ataque jab direto frontal, defesa esquiva gira contra ataque cruzado esquerdo direito;

6) Ataque jab direto cruzado esquerdo chute direito altura de corpo, defesa com bloqueio contra ataque chute na coxa direto na barriga e chute na cabeça.

8) Ataque jab direto cruzado barriga e cruzado na acabeça, defesa e contra ataque com giratório chute na coxa esquerda direita.

KARATE SHOTOKAN E A LINHAGEM SHOTORYU MARLEY MENDONÇA

APÓS PRATICAR O KARATE SHOTOKAN POR 35 ANOS, E AO APRENDER TECNICAS DO JUDO, JIUTISU, KICKBOXING, E KARATE DE COMBATE,  ACHEI QUE O MELHOR CAMINHO PARA A EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DA ARTE KARATE SHOTOKAN SERIA INCORPORAR O MELHOR DE TODAS E ASSIM  NASCEU O KARATE SHOTORYU MARLEY MENDONÇA, HOJE COM MILHARES DE SEGUIDORES, OSS

KUMITE KARATE SHOTORYU MARLEY MENDONÇA

 KUMITE

• DEFINIÇÃO: O Kumite é o combate entre adversário, aspecto este que tem o desenvolvimento das técnicas de fundamentos ofensivos e defensivos com controle e deslocamento do corpo. O kumite tem o objetivo de vencer o adversario pode ser por nocaute ou shiai por pontos.



• KUMITE:

Combate / treinamento com o adversário.



A. EXPLICAÇÃO DOS PONTOS CHAVES DEVEM INCLUIR:



1. Operação correta / movimento de cada técnica.

2. MAAI ( distância efetiva ).

3. Oportunidade de tempo e distância de ataque e defesa.

4. Tática e Estratégia.

5. KI ( Forte Energia Mental ).

6. Cordialidade no Dojo/ Atitude de Respeito.



B. ETAPA DE TREINAMENTO



1. ETAPA DE PREPARAÇÃO

A) Estudar técnicas básicas ofensivas e defensivas.

B) Enfatizar controle ( sem contato com Kime ).

C) Estudar deslocamentos básicos.



• PRINCIPIANTES



Enfatiza-se os ataques e bloqueios defensivos e ofensivos, como o KIHON , SANBOM ( Ataque de três passos com adversário ).



• PRINCIPIANTES E INTERMEDIÁRIOS:

Desenvolve – se as técnicas com o adversário imóvel, enfatizando-se o tempo de reação de bloqueio e contra-ataque iniciando o trabalho sobre a distância do adversário através de movimentos do JIU– IPPON.

• Desenvolve técnicas básicas e entendimento do Maai com um ataque de técnica básica.

Ex: Jiu–Ippon Kumite (Ataque de Técnica Básica com um Adversário ).



• INTERMEDIÁRIOS E AVANÇADOS:

Movimentos ofensivos e defensivos ante a um adversário com movimentos e utilizando bloqueios. Movimento do corpo e contra – ataques. Desenvolve o tempo. ( JIU KUMITE E SHIAI KUMITE)

Ex: Treinamento semi – livre com o adversário.

• AVANÇADO:

Concentra no treinamento com adversário incorporando o estudo de todas técnicas, Maai, tempo e distância.

Ex: Jiyu Kumite ( combate livre ) e shiai kumite (combate esportivo).

• SHIAI KUMITE: LUTA POR PONTO



1) TÉCNICAS DE COMPETIÇÃO



A) Tática – É o movimento inteligente utilizado pelo lutador de forma natural.



• Durante o tempo de luta ocorrem várias situações, que exigem do lutador uma capacidade de decisão de ação e reação em um mínimo período de tempo que refletem um trabalho estruturado, planejado e desenvolvido.



• O movimento inteligente está ligado a capacidade de raciocínio do indivíduo, devendo ser prático, criativo e livre, capaz de responder as exigências das diferentes situações do Shiai – Kumite.



B) PARA QUE SERVE A TÁTICA?



• A tática serve para ordenar, desenvolver e criar esquemas de planejamento sólidos e coerentes de acordo com os fatores que determinam o comportamento do lutador ( atleta ).

• A tática tanto na luta quanto na equipe servem para apresentar melhores resultados adequados aos regulamentos e arbitragem que o técnico tem em suas mãos.



• Cada indivíduo tem sua forma de ser e fazer suas coisas, sua forma de crescer e compreender; e consequentemente de evoluir, estagnar ou regredir. Em outras palavras o treinador deve Ter um profundo conhecimento sobre seus atletas antes de aplica – lhe a tática de combate.



C) A IMPORTÂNCIA DOS ASPECTOS EMOCIONAIS, INTELECTUAIS E TÉCNICOS DO LUTADOR ( ATLETA )



• Os lutadores tem sentimentos, técnicas, pensamentos próprios e o ponto de partida para compreender a sua individualidade. É básico para o técnico a compreensão de toda a dimensão do lutador.



• Caso o técnico não compreenda a estrutura emocional, intelectual e psicotécnica do lutador haverá bloqueios na comunicação entre técnico – atleta e o resultado será prejudicado.







13 TIPOS DE LUTADORES



1) LUTADOR INTELECTUAL



O lutador intelectual não enfrenta abertamente o combata os adversários, utiliza uma série de movimentos para quebrar a concentração do adversário, trabalha na sua área de luta e espera quase sempre o erro do adversário para atacar e ganhar a luta. Tem uma forte inclinação para o trabalho defensivo.

Possui um grande domínio das grandes distâncias e dirige – se pela razão e inteligência.





2) LUTADOR EMOCIONAL



O lutador emocional é ofensivo, gosta de trabalhar no ataque, intimidando o adversário, invadindo a área forjando situações favoráveis até um momento der ataque.

Estes lutadores buscam as distâncias certas, com ataque do corpo, que costuma ganhar em período curto de tempo. São pessoas impulsivas e costumam lutar fortíssimo, e fazem a vontade do coração e conseguem grandes resultados técnicos.



3) LUTADOR FÍSICO



Os lutadores físicos são coordenados, tranqüilos, e polivalentes, quase movimentam – se soltos e naturais frente a qualquer situação que apresenta – se no combate. Trabalham no centro da área de luta onde desenvolvem as sua ações, nas distâncias médias, mas são capazes de lutar a qualquer distância.







































14 CONCLUSÃO



O técnico com conhecimento individual de cada atleta poderá preparar a sua tática de combate formando a sua equipe. E o resultado não pode ser diferente a vitória.

FUNDAMENTOS DO KARATE SHOTORYU MARLEY MENDONÇA

.DISCIPLINA MENTAL



ZAN – SHIN ( Estado de Reserva Espiritual )



O estado de alerta permite manter o espírito mais equilibrado, preparado para qualquer imprevisto. As vezes, numa luta real, derrota–se um adversário, mas podem existir outros atrás, pronto para um novo ataque.



KURAI ( Grau de Virtude )



É o nível de evolução do ser humano no sentido espiritual. Na Arte Marcial ( Budô ), deve – se buscar e criar, ao longo do treino, as seguintes qualidades: confiança, grandeza de espírito, coragem, lucidez, otimismo, humildade e honra.

Quando se pratica Karate, buscando entende – lo em alto nível, todas essas virtudes vão aparecendo naturalmente e se expressam de forma espontânea, na própria postura corporal. No âmbito das Artes Marciais, considera – se que um indivíduo atingiu o Grau Máximo de Evolução, quando alcançou total desligamento em relação as ambições vis, ao medo aos conflitos entre o bem e o mal, e, principalmente, em relação ao medo da vida e da morte. Esse nível só terá sido alcançado quando a pessoa for capaz de se manter num estado de grande paz e serenidade, compreendendo e subordinando à razão ao princípios da vida. Nesse estado, normalmente, a personalidade já não manifesta movimentos primitivos de agressão.



SUTEMI ( Desprendimento )



O sentimento de receio, insegurança, dúvidas prejudicam o desenvolvimento dos golpes, não permitindo que eles sejam dados na forma e no momento corretos. É preciso esvaziar – se de todos esses sentimentos para conseguir aplicar as técnicas com naturalidade e determinação. Convém, entretanto, estar atento para não agir com selvageria e acabar violando a verdadeira razão. A falsa coragem, que costumamos chamar de coragem selvagem, é o ímpeto criado pelos instintos e não constitui o verdadeiro estado de SUTEMI. São eles o impulso de autodestruição

( ações suicidas ) e os de completa liberdade ( ações artísticas ).

O estado de SUTEMI preserva os vínculos naturais existentes no universo, onde o verdadeiro desprendimento significa também distanciar – se desses aparentes desprendimento.




SAN – SATSUHO ( Estratégias )



Várias são as estratégias que se pode lançar mão e é importante atentar para elas.

a) Extrair a vontade de luta do adversário é a melhor maneira de enfrentá – lo com toda a segurança: o adversário tornar – se – á medroso, confuso e inseguro.

b) Dominar tecnicamente o adversário, assumindo a liderança na situação de luta. Pressentir o ataque e anular o golpe antecipadamente.

c) Criar situações de desvantagem para o adversário, por meio de toques em seus mãos e pernas, mudança na distância, direção e ângulo de combate; com o domínio físico, desequilibrar o oponente, anular sua intenção e seu ânimo. Unir toda a técnica e toda sua energia mental para conseguir o domínio da situação.



SHU ( Defesa) HA ( Ruptura ) RI ( Expansão )

a) SHU- No primeiro estágio, há um processo rápido e especulativo, porque tem tudo para aprender. O aluno imita tudo, as qualidades e os defeitos de quem ensina, sem poder distinguir uma coisa da outra, aprende tudo “furiosamente” com o espírito encoberto pela técnica. Há uma impressão de que está fazendo tudo certo.



b) HA- No segundo estágio, há uma adaptação a um molde, uma maneira onde o praticante se sente bem, com se descobrisse uma segunda natureza. Nesta fase, sente-se confortável nas técnicas enfim assimiladas sente-se o progresso, mas não consegue-se ver o que falta para aprender. Há o domínio das técnicas e o mestre fica satisfeito com o discípulo. Há uma execução perfeita, mas já se tem a consciência das possíveis falhas e da relatividade de tudo o que é executado. A passagem para o próximo estágio é quando se inicia a fase interior da Kata. É quando consegue-se visualizar nitidamente, perfeitamente, os adversários imaginários.



c) RI- Após a fase do Shu e do Ha, o aluno chega ao do Ri. Este estágio consiste na busca profunda de suas potencialidades; nele já não se pode mais contar, como antes, com o vigor físico ou com a esperteza mental superficial. O praticante sente a necessidades mais profundas que antes estavam adormecidas dentro dele, e consegue despertar suas próprias potencialidades para o caminho da razão. É um verdadeiro renascimento do estilo, de acordo com a natureza universal e é aí que as verdadeiras intuições surgirão, para o seu enriquecimento como ser humano.



HEIJO – SHIN ( Naturalidade )

É normal, a todo ser humano sensível, ficar nervoso ao enfrentar uma situação anormal, mas quanto mais nervoso se fica, mais falhas se cometem; é comum até que o transtorno torne a pessoa incapaz de destinguir o certo do errado falhando nas decisões que toma. O Karate é uma modalidade de luta que solicita muito o trabalho de equilíbrio mental, pois o nervosismo prejudica o desempenho. Convém habituar – se a manter o espírito de serenidade e confiança. As naturais dificuldades para atingir esse estado devem ser encaradas como motivação para reiniciar o treinamento. Esse procedimento deve estar sempre presente.



SHI – SHIN ( Aprisionamento ) e HO – SHIN ( Liberdade Mental)

A água corrente é mais limpa que a água parada que apodrece. O mesmo acontece com o nosso cérebro: seu uso constante, adequadamente estimulado, nos permite mantê–lo sempre em condições ótimas de funcionamento. Se, para aplicar o golpe, o lutador tiver de fixar a mente nessa idéia, sua ação artificial e imperfeita, porque sua mente estará com que “ aprisionada” num ponto. Para que isso não aconteça, deve – se repetir um série de vezes o movimento, até que ele saia automaticamente; assim se consegue agir com a mente livre. Em situação de luta deve – se enfrentar o adversário observando – o de maneira global e, ao mesmo tempo, olhar pequenos detalhes, para perceber suas intenções de maneira mais aguçada. Quando a mente fica demasiadamente preocupada com o determinado golpe forte do adversário o lutador perde o reflexo instantâneo; normalmente, contar com a reação ocular ( estímulo – resposta ) demora mais do que o golpe do adversário cuidado com a distração e com o “ aprisionamento” da mente! Elas causam a perda de controle do corpo, mas não se prenda também à idéia de não se aprisionar; procure manter o espírito forte e fluente, como água corrente. Todas as técnicas e os golpes empregados devem fluir naturalmente da capacidade que o lutador tenha de mentalizar toda a situação e agir automaticamente, sem deter na análise dos fatos nem nas possíveis intenções do adversário, visando a busca do estado de naturalidade ( HEIJO – SHIN ).



MUNEN ( Extremo Vazio na Extensão ) MUSSÔ ( Extremo Vazio do Pensamento )

As Artes Marciais insistem num grande vazio como estado ideal para alcançar uma grande paz. Mesmo os Samurais insistiam nesse extremo vazio como forma ideal de luta: esvaziar – se das ambições, das ansiedades pela vitória ou pela derrota, dos fantasmas do passado e do futuro e até mesmo das preocupações com a vida e com a morte. Quando se atingir o estado de vazio, brotará do interior um nova energia que se manifestará sob a forma de disposição, de criatividade em novas técnicas de intuição. Com isso, será possível enfrentar e solucionar os problemas da melhor forma.

As palavras meikyo ( espelho limpo ) e shissui ( água limpa ) expressam também esse estado mental de completo vazio, de ausência de preocupações. Esse estado é muito difícil de ser atingido, pois só o fato de pensar nele ou concientizar – se dele já o anula e traz o “aprisionamento”. O importante é buscá – lo constantemente, esforçar – se para alcançá – lo e chegar naturalmente ao nível desejado. Também é muito importante o treinamento intenso e diário, expor – se ao meio ambiente e sempre conservar o espírito de luta para, assim, alcançar esse estado.



KEN – TAI – ICHI ( Conjunto de Defesa e Ataque )

Todo lutador, deve enfrentar o adversário, deve conservar seu espírito bem forte e mostrar disposição de ataque. Entretanto, preocupar – se somente em atacar pode dar origem a precipitação e excesso de movimentação, com eventuais falhas de contra – ataque. Os atletas que lutam defensivamente, devem tomar cuidado para não perder seu espírito de iniciativa e acabar sendo surpreendido.



METSUKE ( Como Olhar e Observar )

Ken e Kan – Ken significam olhar o corpo todo do oponente mentalizar que, com um único golpe, se irá derrotá – lo. Kan é observar, visualmente, o estado psicológico do oponente, ou seja, seu estado espiritual.

Shin – Gan - Olhar com o coração. Os samurais orientavam e incentivavam o cultivo desse olhar, com intuito de desenvolver a verdadeira compreensão da situação.

Enzan – No – Metsuke – Olhar uma montanha como um todo. Assim, não importa se o adversário é grande, alto, ou se estar a curta distância; é preciso olhar seu corpo como um só conjunto e, ao mesmo tempo observar pequenos detalhes que possam transmitir as reais intenções do adversário. Dessa forma, se chegará naturalmente a solução do problema. Observar Shin – Gan ( Olhos do Coração ) quando se estiver na fase de estudo, enfrentar com o Kan ( Olhar o Conteúdo Psicológico ) e, na hora de aplicar o golpe forte, utilizar o Ken para olhar todo o corpo, seus objetivos reais. Depois de aplicado o golpe, deve – se retornar ao Kan para se manter em estado de Zanshin ( reserva ).



KYO ( Falha ) JITSU ( Oportunidade ou Maturidade )

Na Arte Marcial com Budô ( filosofia ), o atacante deve estar no estado de Jitsu ( técnica oportuna ) e aplicar o golpe quando seu oponente estiver no estado de falha ( Kyo físico – mental ). Assim, uma pessoa mais fraca encontrará uma chance de derrotar um oponente mais forte. Deve – se evitar o choque quando ambos estão no estado de Jitsu, pois o desgaste de ambos será maior e a eficiência menor. No início do ataque, é preciso carregar ao máximo a disposição e a determinação; o grito ( KIAI ) auxilia ainda mais na eficiência. Assim, é possível através das técnicas tirar o ânimo do adversário, colocando – o em estado de Kyo mental; também é possível desequilibrá – lo ( Kyo Físico ) ou fazer que ele esgote toda a sua seqüência de ataque ( Kyo Natural ).





KAMAE ( Base )

Kamae é a fase de estudo no instante em que se enfrenta o adversário. Kamae pode ser considerado castelo de proteção. A base ideal que o lutador vai escolher para o confronto vai depender do adversário. Uma fortaleza ou um castelo sem soldado não tem valor nenhum, assim como o Kamae sem maturidade espiritual de luta é inútil. Sua base deve possuir influência e liberdade total para executar os movimentos.



MEIKIO ( Espelho Limpo ) SHISSUI ( Água Limpa )

É um estado de alívio em relação as preocupações. Qualquer pessoa almeja uma vitória rápida e fácil, mas vencer de alguém não é fácil. Normalmente quem é precipitado perde a chance da vitória e pode ser derrotado. Quem conseguir limpar o seu espírito e deixa – lo como espelho limpo, perceberá nitidamente a intenção do oponente e o momento exato em que surge uma oportunidade. Quando aparece ambições e vaidade, as chances se afastam; não existindo mas no coração um espelho, esse ficará escuro e se tornará embaçado, não conseguindo refletir a situação. O lutador não pode mais ver nitidamente a imagem ou verdadeira razão. Executando treinamentos corretos, limpa – se o “espelho do coração” trazendo luz para iluminar as reais oportunidades que a razão oferece.



FUDOSHIN ( Estado Inabalável )

É importante, quando surge algum imprevisto na vida, manter o estado do Fudoshin. Mesmo que as condições do momento estejam pouco favoráveis, sejam quais forem as circunstâncias, é preciso conservar uma forte determinação de conduta. Nessas horas mais difíceis, é muito possuir algo que sustente a crença e a força interior. É imprescindível acreditar no autocontrole, principalmente nos grandes momentos de tristeza e depressão nos momentos em que nada pareça dar certo, sem cair em descontrole emocional.



MITSU – NO – KOKI ( Três Chances )

Na Arte Marcial deve estar em estado de Jitsu (técnica oportuna ) e o adversário em estado de Kyo ( falha ). O primeiro Kyo surge quando o adversário inicia p movimento de ataque. Se o lutador estiver em estado de Jitsu, achará a chance para o ataque no instante anterior ao início do movimento do adversário. O segundo Kyo, que é o outro tipo de oportunidade, surge quando o lutador consegue se defender bem do ataque do adversário e, no meio do movimento, aparece uma chance para aplicar o golpe. O terceiro Kyo, surge quando o adversário termina seu ataque ou quando ele se desgasta, esgotando todas as suas seqüências; esta é uma grande chance de aplicar o golpe desde que esteja em Jitsu.

Kyo Mental: Medo, indecisão, distração etc.

Kyo Físico: Desequilíbrio antes e depois do ataque.



SEN – NO - SEN ( Antecipação ), TAI – NO – SEN ( Choque ), GO – NO – SEN ( Contra – Ataque Posterior )


SEN – NO – SEN : Para o praticante de Artes Marciais japonesas, é muito importante adquirir a percepção antecipada de uma dada situação; prevenir ou perceber a intenção do atacante, antes mesmo que ele realize qualquer ação de ataque e, então, reagir de forma mais adequada possível. Este é considerado o estado ideal, na Arte Marcial, pois antecipar situações sempre trouxe vantagens indiscutíveis tanto na luta como na vida social ( ação em um tempo ).



TAI – NO – SEN: É um trabalho de alta técnica que envolve uma reação motora. TAI significa esperar a intenção do adversário, aproveitar o momento da ação, “ sugar” a sua força e contra- atacar. Tal como um surfista, que aproveita a onda para subir, o praticante de Karate utiliza força do adversário para vencê-lo (ação em tempo e meio).



SHIN (Mente), KI (Energia), RYOKU (Corpo)

É a ação conjunta dos três elementos: mente, energia e corpo, que é o ideal para a arte marcial.



SHIN é um estado maduro da percepção, do raciocínio e da intuição, no que diz respeito ao movimento ou à intenção do adversário.

KI é a energia resultante do estado de determinação do Shin, que pode ser representada pela força de vontade, pela disposição, pela intenção ou pela determinação. É comum manifestar esta energia sob três aspectos: Kiai ( união da energia Ki) Ki-ryoku (força da energia Ki) e Ki-sei (fluência da energia ki).

RYOKU representa a força do corpo em conjunto com sua eficiência técnica. Todo treinamento deve visar á união entre os três elementos (mente, energia, corpo), pois só assim será possível alcançar um alto nível. Em geral , há no Ocidente uma preocupação maior com a evolução do ryoku, ou seja, prioriza - se o desenvolvimento da parte muscular. As limitações físicas que surgem com avanço da idade é a causa de muitos abandonarem o Karate no meio do caminho.

Um treinamento de Karate que vise somente à evolução física e técnica, desprezando a evolução espiritual, é distorcido e leva o indivíduo a agir de forma violenta, com conseqüência negativa para ele e para sociedade.

Também não se deve visar apenas à evolução espiritual, pois a ineficiência técnica e física enfraquece a essência do Karate, que consiste em derrubar o adversário com único golpe. Para buscar um verdadeiro estado de paz, deve-se treinar o espírito e a técnica em conjunto.




KIAI (GRITO)



DEFINIÇÃO: Uma espécie de grito especial não modulado, emitido seja para reanimar um homem em estado de morte aparente, ou seja subjugar e submeter um adversário ou fazê-lo cair em síncope.



KIAI: Significa literalmente união dos espíritos.

KI: Espirito

AI: Contração do verbo Awazu: unir.



TÉCNICAS DE RESPIRAÇÃO



A respiração correta permite uma melhor oxigenação do cérebro e com isto uma clareza e tranqüilidade nas reações e ações

a) As técnicas de lutas do Karate devem estar sincronizadas e harmonizadas com a respiração.

b) Basicamente, deve se inspirar na defesa e expirar nos golpes que exigem kime(contração final)

c) As seqüências de golpes devem ser realizadas em apenas um ciclo de respiração.

d) Para cada tipo de golpe é preciso aprender e adequar os diversos ritmos de respiração:

a) Inspiração longa e expiração curta.

b) Inspiração curta e expiração longa.

c) Inspiração longa e expiração longa

d) Inspiração curta e expiração curta

e) Tanto na respiração longa quanto na curta, o volume de ar armazenado na inspiração deve ser máximo e, na expiração deve se evitar o esvaziamento total do ar, sempre reservando 20% deste; se houver a eliminação total do ar, o corpo fica em estado de kyo e não consegue resistir nem reagir convenientemente a um ataque.







KATA

SHIKATA



SHIKATA é uma das palavras mais usadas no idioma japonês. Significa “a maneira de fazer as coisas”, com ênfase no processo. SHI significa “apoiar, servir”, KATA significa “forma”. Alguns dos usos de Kata são Yomikata ou “maneira de ler”, Tabe Kata ao “maneira de comer”, Kaki Kata ou “maneira de escrever”, Kangue Kata ou “maneira de pensar”. Em toda cultura japonesa existe kataização.

Dentro da cultura japonesa, o conceito de Shikata incorpora as leis da física e espirituais do cosmo. Refere-se a maneira como se espera que a coisa seja feita, tanto na forma como na ordem, e como expressão de manutenção da harmonia, na sociedade e no universo. Desde o início de sua história, os japoneses desenvolveram a crença de que a forma tem uma realidade própria e que, muitas vezes, tem precedência sobre a substância. Eles acreditam que qualquer coisa pode ser alcançada, se devida kata for praticada mental e fisicamente, pelo tempo suficiente.

As Artes Marciais exerceram uma extraordinária influência sobre a criação e preservação da cultura da kata no Japão. O Karatê tem a sua estrutura fundamentada na kata; que além de ensinar os movimentos básicos, a kata tem por objetivo condicionar a mente e o corpo do praticante para todos os momentos de sua vida. Ele assimila o controle das emoções, adquire autoconfiança, um espírito forte, o respeito pelos demais, uma etiqueta sofisticada, além de um alto disciplinado controle do corpo por submetê-lo a movimentos estruturados e executados em alta velocidade.



A KATA



A Kata é onde o praticante adquire a forma plástica do Karatê-Do; para os principiantes escolhe-se Katas básicos, onde é orientado a cada movimento enfatizando –se o equilíbrio e tempo.

Com o desenvolvimento o treinador deverá selecionar uma Kata adequada para cada aluno, de acordo com o seu tamanho, estrutura física e personalidade, visando competição. O treinamento deve enfatizar as técnicas separadamente, em cada transição deve ser orientado de acordo com o tempo e a seqüência técnica, resultante das características especiais de cada Kata.

Para os praticantes avançados o domínio de todos a Katas de seu estilo o ajudará na busca de seu equilíbrio e de sua harmonia com o universo.


KATA

Nome atual do Kata /nome antigo Kanjii Significado(tradução)/comentários

Heian-shodan/ Piñan-shodan
"Paz (Hei)e tranquilidade(an)" /kata básico, desenvolvido para treinamento e aperfeiçoamento de técnicas básicaS.

Heian-nidan

"Paz (Hei)e tranquilidade(an)"

Heian-sandan
"Paz (Hei)e tranquilidade(an)"

Heian-yondan



"Paz (Hei)e tranquilidade(an)"

Heian-godan

"Paz (Hei)e tranquilidade(an)"


Tekki-Shodan/ Naihanchi

"Cavaleiro de ferro" (tetsu=ferro, Ki=cavaleiro) Kata básico desenvolvido para fortalecimento de base. Aprimora a capacidade de gerar força em golpes na base kibadachi. Referência à força que deve possuir o karateka na base, nos golpes e no espírito (concentração).

Tekki-nidan

"Cavaleiro de ferro"

Tekki-sandan

"Cavaleiro de ferro"


Bassai - dai/ Passai

"Atravessar a fortaleza" -

Bassai-sho

"Atravessar a fortaleza" -


Kanku-dai/ Kushanku

"Conteplando o sol" - (Kan=olhar,ku=nada,vazio, céu)/ Junto com as técnicas do Bassai-dai constitui os kata mais característicos do Shotokan treina a superação que o karateka tem que fazer dos seus próprios limites para conseguir vencer mais de 8 adversários, é o maior kata shotokan.Busca desenvolver a compreensão de Kyo - falha mental e física e jutsu - alerta.

Kanku-sho

"Conteplando sol"


Jiin

, "Na sombra da bondade" (ji=amor universal, delicado, gentil, in=sombra)

Jion

"Gratidão e piedade", nome de templo budista (ji=amor universal, delicado, gentil; on=amor, benevolência, bondade)/ kata onde se demonstra maturidade e equilíbrio espiritual na aplicação dos movimentos, diferencia do Bassai e Kanku onde se demonstra grande força física e espiritual.


Jutte(jitte)

"dez mãos"(ju-dez,te=mão)/ técnicas contra ataques de bastão.


Meikyo/Lorei

"espelho limpo" (mei=claro,kyo=espelho)


Nijushiho/ Niseishi

"vinte e quatro movimentos" /trreina alternância de força seguida de suavidade, velocidade seguida de lentidão.


Sochin

"paz inabalável" (so=robusto, vigor, enérgico, chin=suprimir, ficar calmo),"criando raizes"


Gojushiho-dai/ Ouseishi

"54 movimentos"

Gojushiho-sho

"54 movimentos"


Hanguetsu/ Seisan

"meia-lua" (han=metade, meio, guetsu=lua)/trabalha técnicas de respiração Ibuki lenta e movimentos em meia lua.

Gankaku/Chinto

"Grou sobre a rocha" (gan=rocha, kaku=a garça sobre)


Enpi/Wanshu

"O vôo das andorinhas" (en=pássaro, pi=vôo)


Chinte

"técnicas estranhas", "mãos estranhas" (chin=estranho, esquisito, te=mão)/ treina técnicas de mão


Unsu

"nuvem e mãos"(un=nuvem, su=mão)/destinado a karatekas de alto nível, seu domínio indica que o karateka está preparado para qualquer tipo de acontecimento.


Wankan/ Matsukase

"coroação do rei"(wan=rei, Kan=corvo)



11.1 KATA SHOTORYU –MOVIMENTOS E KIAI



HEIANS ( PAZ E TRANQÜILIDADE )

Tem por objetivo principais o aperfeiçoamento das bases ( zenkutsu – dachi, kokutsu – dachi, kiba – dachi, etc. ), a transição ( ritmo, tempo e deslocamento ) e a aprendizagem dos princípios do soco e do chute.

• Heian Shodan = 21 movimentos ; Kiai ( 9’ e 17’ )

• Heian Nidan = 26 movimentos; kiai ( 11’ e 26’ )

• Heian Sandan = 20 movimentos; kiai ( 10’ e 20’ )

• Heian Yondan = 27 movimentos; kiai ( 13’ e 25’ )

• Heian Godan = 23 movimentos; kiai ( 12’ e 19’ )

TEKKI ( CAVALO DE FERRO )

Objetivos iguais aos Heians ( kata para aperfeiçoamento de base )

• Tekki Shodan = 29 movimentos; kiai ( 15’ e 29’ )

• Tekki Nidan = 24 movimentos; kiai ( 16’ e 24’ )

• Tekki Sandan = 36 movimentos; kiai ( 16’ e 36’ )

BASSAI – DAI ( ROMPER FORTALEZA )

42 movimentos; kiai ( 19’ e 42’ )

• Características: Criar energia para romper barreiras ( forças de espírito e poder ).

• Objetivo: Treino para desenvolver potência e transformar uma situação desfavorável em favorável.

• Ponto Mais Importante: Troca defesa ( defesa dupla ), kekomi, yama - zuki – uchi – uke, outro ( 2’ para 3’: 4’;33’; 35’; 37’; 38’; e 39’ ).

KANKU – DAI ( CONTEMPLAR O UNIVERSO )

65 movimentos; kiai ( 15’ e 65’ )

• Características: Capacidade de transformar a si próprio par superar mais de 8 adversários, compreender kyo ( falha mental ou física ) e jitsu ( estado de alerta ).

• Objetivos: Rápido, rotação e deslocamento do corpo, força e suavidade, expansão e compreensão do corpo, salto e projeção ao solo.

• Pontos Mais Importantes: Chutes, rápida virada, defesas laterais ( jodan, guedan ), estudo de kamae, rápida virada com joelhada e soco duplo, chute duplo no ar ( nidan – gueri ), outros ( 18’; 23’; 42’; 43’; e 45’ )

JITTE ( DEZ MÃOS )

24 movimentos; kiai ( 13’ e 24’ )

• Características: Defesa e contra – ataque contra bastão, espírito inabalável, força de impacto e grande potência.

• Objetivos: Aprender a dinâmica dos quadris e séries de defesa contra bastão.


• Pontos Mais Importantes: Defesa de imobilização com o pulso, expressão de kamae ( yamagamae ), yori – achi com kiba – dachi, jodan, uchi – komi, outros ( 1’; 7’; 9’ para 10’, conjugação de 11’; 12’; 13’; 16’; 17’ e 18’).

HANGUETSU ( MEIA – LUA )

41 movimentos, kiai ( 11’ e 40’ )

• Características: Respiração com movimentos do corpo e deslocamentos em meia – lua.

• Objetivo: Estudo do deslocamento em meia – lua e respiração rápida lenta, aplicação dos movimentos do corpo e membros em sintonia.

• Ponto Mais Importante: ( 1’ e 5’ ) estudo de deslocamento em hanguetsu, ( 11’; 12’; 13’; 14’; 15’ e 16’ ) simultânea de chudan e gedan, e o uso de mãos para defesa pessoal, ( 26’; 32’ e 38’ ) circundação de perna e braço, de forma lenta e alta ( 27’; 28’; 33’;34’ e 39’) suriashi com pernas cruzadas, mae – geri keague em conjunto com hikite por cima do ombro.

EMPI ( VÔO DA ANDORINHA )

37 movimentos; kiai ( 15’ e 36’ )

• Características: Simboliza leveza, como andorinha, dinâmica do corpo em formas alta e baixa, mudança de direção em forma rotativa.

• Objetivos: leveza, rapidez, e agilidade, ague – zuki, em seguida tobi komi – zuki e rápida mudança de direção.

• Pontos Mais Importantes: ( 6’; 7’; 11’; 12’; 27’ e 28’ ) rápida mudança de direção com rotação do corpo, ( 14’ e 16’ ) técnicas de sasoi ( finta ), ( 36’ ) salto com rotação do corpo em direção inversa.

GANKAKU ( GARÇA SOBRE ROCHA

42 movimentos; kiai ( 28’ e 42’ ))

• Características: Equilíbrio sobre uma perna, como uma garça sobre um penhasco, encarando um adversário ( presença de forte estado de espírito num conflito de vida ou morte ).

• Objetivos: Defesa, plano lateral, kakiwake, expressão mental ( de garça sobre rocha ).

• Pontos Mais Importantes: Defesa ( 12’; 13’; 19’ e 30’), kakiware ( 25’; 29’ e 30’ ), ganjô – no tsuru.

JION ( GRATIDÃO E PIEDADE )

47 movimentos; kiai ( 17’ e 47’ )

• Características: Maturidade, como Buda, movimentos tranqüilos; é uma energia do espírito contida como uma brasa ( fogo interno ), essência do avanço com rotação em movimentos de oportunidade.

• Objetivos: Exercícios de avanço com rotação, giro do corpo e yori – achi.

• Pontos Mais Importantes: ( 18’; 26’; 38’ e 46’ ) giro do corpo; ( 31’; 32’; 33’ e 34’ ) seqüências de defesas ( jodan, guedan ); (19’; 21’ e 47’ ) yori–achi.

NIJUSHIHO ( 24 PASSOS )

34 movimentos; kiai ( 18’ e 33’ )

• Características: Há duas grandes características – fluência como correnteza de água e explosão seguida de força, suavidade e alternância de velocidade ( lento e rápido ).

• Objetivos: ( 1’ e 3’ ) trabalho fluente que expressa correnteza de água, principalmente no 1’, ajustar a velocidade do adversário, desviando esta energia; no 2’ movimento realizar uma explosão e no 3’ aproveitar essa energia de explosão transformando – a em energia de compreensão.

• Pontos Mais Importantes: Aplicação do movimento haishu – uke, único kata que apresenta esse movimento ( 21’, 25’ e 28’ ); prestar muita atenção nas trajetórias de cada defesa.

CHINTE ( TÉCNICAS ESTRANHAS OU MÃOS ESTRANHAS )

32 movimentos; kiai( 28’ e 32’ )

• Características: Há um ensinamento específico desse kata – mesmo quem tem um corpo frágil consegue defender – se contra um adversário mais forte, expressão das ondas do mar ( representando serenidade e tranqüilidade das águas ao retornar da praia ao mar ) ou expressão da natureza contrastando ação e calmaria.

• Objetivos: Mudança de sochim – dachi para zenkutsu – dachi e guiaku – zuki em forma de tate – ken; ataque nos olhos com nihon nukite de forma ague – zuki, tangenciando corpo nasal, e eficiente técnica de defesa pessoal.

• Pontos Mais Importantes: ( 32’ ) recuar com suriashi, que representa o recuo das ondas marítimas sobre a areia ( serenidade ).

UNSU ( NUVENS E MÃOS )

48 movimentos; kiai ( 36’ e 48’ )

• Características: Capacidade de reagir a qualquer tipo de acontecimento. Destina –se a karatecas de alto nível, principalmente aqueles que dominam com todos os 15 katas básicos.

• Objetivos: Principalmente desenvolver velocidade e agilidade, domínio das três essências do kata ( alternância de velocidade, domínio de força e suavidade e compreensão do corpo ).

• Pontos Mais Importantes: Agachamento do corpo com mae – gueri – kekomi, contra – ataque contra dois adversários simultâneos; chutes de mika – zuki ( lua – nova ) logo após salto de 360º graus seguido de ushiro – gueri.

SOCHIN ( FORTALEZA INABALÁVEL )

41 movimentos; kiai ( 30’ e 41’ )

• Características: É uma expressão de energia como um vendaval, domínio caracterizado pelo sochim – dachi e domínio de estabilidade, soma de zenkutsu – dachi com kiba – dachi (zenkutsu – dachi é forte frontalmente); contração silenciosa e gradativa dos músculos e ao mesmo tempo explosão e rápida contração; domínio da sochim – dachi, principalmente com forte expansão do joelho, como arco e flecha.

• Pontos Mais Importantes: ( 27’ a 30’ ) domínio de nikite com palma da mão voltada para cima seguido de mae – gueri, esquerda e direita, ura – zuki, esquerda e direita.

WANKAN (COROA DE REI )

24 movimentos; kiai ( 24’ )

• Características: Explorar o kyo do adversário; esse kata tem pouco número de bases e movimentos discretos, portanto é considerado kata de muita dificuldade para expressar as três essências do kata.

• Pontos Mais Importantes: ( 6’ e 10’ ) guiaku tate – shuto – uke; ( 24’ ) técnicas de yama – zuki, contra – ataque guedan e chudan, portanto devem – se treinar técnicas de mergulho.

GOJUSHIRO – SHO

65 movimentos; kiai ( 57’ e 64’ )

• Características: Transformação de Gujushiho – Dai, kata que representa sua mão em uma espada, aplica – se defesa segura conjugada com eficiente contra – ataque; kata cujo treino é recomendado para aquele que domina as técnicas de Karate com maturidade.

• Ponto Mais Importante: Defesa com shuto guedan – barai em conjunto com migi haichu chudan osae, seqüência de três contra – ataques utilizando yon – hon nukite, ataque shuto – uchi em forma de rotação sem movimento do cotovelo e defesa em conjunto com os dois braços, seguido de ataque duplo na altura da clavícula ( seiritô ou espada chinesa ).

GOJUSHIHO – DAÍ (MAÕS ESPALMADAS)

67 movimentos; kiai ( 59’ e 66’ )

• Características: Exige movimentação harmoniosa utilizando a energia do solo em neko – ashi, portanto exige muito equilíbrio e giro do corpo, domínio de keitô – uke ( cabeça de galo) e contra - ataque utilizando – se da energia do corpo em deslocamento e de cima para baixo. Considerando – se kata avançado, exige alto domínio e qualidade técnica.

• Pontos mais Importantes: Deai com mawashi – uraken, defesa com tateshuto ( ombro ou braço ). Sukui – uke contra mae – gueri e defesa com hipon nukite logo em seguida, com a utilização da mola do cotovelo, bloqueio contra agarramento pelas costas, defesa dupla (simultânea) em keito – uke e contra – ataque em hipon nukite.



MEYKIO ( ESPELHO LIMPO ou CLARO )

33 movimentos; kiai

• Características: Defesa contra bastão e salto triangular, que é considerada técnica lendária ( sankaku – tobi ). São extraídas todas as bases do kata Heians, exigindo como espelho limpo o estado de serenidade, transforma estado de desvantagem em vantagem; para domínio deste kata exige –se alto domínio técnico.

• Pontos Mais Importantes: Domínio de defesa com palma da mão aberta ( dupla ), estudo da mudança de centro de gravidade ( exemplo: base kokutsu para fudo – dachi, assim equilibrando o ataque do bastão

KANKU – SHO

48 movimentos;Kiai ( 6’ e 48’ )

Kan significa compreender algo mais como um artista, kuu, kara ou vazio pode significar o Universo. Dai significa grande e Sho significa pequeno, mas é possível interpretar uma dualidade, mundo exterior e mundo interior.

• Características: Aprender defesa, contra – ataque de bastão e agarramentos como defesa pessoal; estudo de como imobilizar o adversário e puxar.

• Pontos Mais Importantes: 7’ base, segurar o pulso do oponente com a mão esquerda e puxar com força de tandem, mas no kata simboliza – se com o próprio pulso direito com a mão esquerda puxando e puxando com tandem. 4’ base, após oizuki: escapar do oponente que segurou seu pulso direito; nesse instante não deve recolher puxando e sim escapar com a rotação do pulso para o lado externo, empurrando para fora. O 5’ base é igual.

BASSAI – SHO

27 movimentos; kiai ( 17’ e 22’ )

O significado é igual ao Bassai – Dai, porém Sho poderá significar que existem técnicas escondidas em relação ao Dai.



• Características: Defesa contra bastão, ura – zuki ( soco sem rotação ), nusumi – ashi, furtar distância com um tiro de passada.

• Pontos Mais Importantes: 2’ e 4’, bases, irimi – bô – uke, defesa contra bastão com avanço de corpo. 16’ base, defesa de soco tyodan com a mão esquerda com guyaku – hammi e a mão direita, engachar e puxar com tandem até chudan em seguida. 17’, aplicar yoko - kekomi, puxando até o lado direito do peito e kiai. 20’; 23’; 24’ e 25’, bases de defesa com a mão direita com agarramento, seguida de gancho com a mão esquerda, puxar com tandem realizando uma alavanca de imobilização. 27’, passo furtado para facilitar uma defesa, em seguida aplicar alavanca de imobilização.

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